sábado, 24 de dezembro de 2011

A vida sempre acontece

Quero ver a vida com os olhos desse gato: curiosos e levemente desconfiados

Tive um professor de física que foi confortar os alunos do cursinho (eu, inclusive) dizendo: “a vida surpreende. Quando você menos espera, tudo muda”. Naquela mesma semana, minha mãe apareceu na janela me chamando pra me levar embora. A faculdade tinha me chamado. Ufa, só uma semana de cursinho! Se a minha vida virasse filme, essa cena estaria no roteiro.

Desde que saí do colégio, soube que essa minha história é contada aos alunos que, como eu, estavam depressivos naquelas carteiras. E eu fui embora com uma certeza eterna: a vida surpreende mesmo. Às vezes, a novidade não é feliz, mas, quando é, dá vontade de engarrafar o momento pra abrir aos poucos e senti-lo um pouco por dia.

Vai ver é porque as sensações são etéreas que se tornam tão únicas. Por isso, quando algo novo acontece, eu prometo a mim mesma que não vou deixar o gosto de novidade se perder. Mas a vida acontece, você tem conta pra pagar, um deadline a cumprir, uma ligação de telemarketing pra despachar... Tanta coisa que, quando percebe, acaba se irritando. Você se irrita e a vida acontece de novo. Você nota um cachorro simpático na rua, o gato da vizinha vem se enroscar no seu pé (gato animal, ok?), uma criança lhe sorri do nada, um cara desconhecido (e bonito) lhe é gentil, um céu azul faz você flutuar e, tchãrãm, você jura nunca mais se irritar.

Nessa época de fim de ano, é isso que me prometo: me encantar mais com a vida ao redor e me estressar menos. A vida não para de querer surpreender, é só ter a alma leve pra notar.
Tenha uma alma leve você também. Seja etéreo como as boas sensações.

P.S.: esse texto me fez descobrir porque odeio identificador de chamada. Ele acaba com o fator surpresa antes do alô.

sábado, 15 de outubro de 2011

O fim mandou lhe dar tchau

A vida inteira eu passei achando que finais mal-resolvidos precisavam de um ponto final. Seja pra me libertar da história, seja pra história ter um final quando eu fosse contá-la aos meus amigos. Não sei bem quando eu descobri que os finais não precisam de exatidão, só precisam mesmo que você decrete que acabou. E essa foi uma das descobertas mais libertadoras que eu tive (depilação definitiva foi outra... hehe).

Pra que viver esperando que alguém termine sua história se você mesmo pode fazer isso? Preguiça? Medo de ficar sozinho? Medo de virar a página? Ah, não. Virar a página (ou até trocar o livro) é uma das melhores coisas que você faz pela sua própria vida. Cansou? Troca de história, simple like that. Isso se você for levemente viciado em adrenalina e, ao mesmo tempo, seguro na sua monotonia. Ficar sozinho tem dessas: às vezes, cansa de ver a mesma paisagem, de sentir todo dia a mesma coisa. Às vezes, dá tontura de tanto que a paisagem muda (leia-se viagens e carnavais).

Ter a coragem de dar fim às suas próprias histórias tem absolutamente tudo a ver com o fato estar feliz na sua solidão. E não me ache triste por escrever solidão. Triste é você que não tem coragem de ficar só, na sua própria companhia. Enquanto você está sozinho, você se aperfeiçoa, você cresce com suas próprias pernas. Essa coisa de um que completa o outro é besteira. Eu não aceito ninguém que precise de mim pra ficar inteiro ou pra parar em pé (a não ser que nós dois tenhamos tomado o maior porre). Vá fazer terapia. Vá fazer crochê. Ou vá procurar uma fulaninha que aceite alguém pela metade.

A gente fica muita nessa noia de filme de Hollywood, esperando (e roendo as unhas e os milhos que sobraram no balde de pipoca) pelo The End. Na vida real, o The End já chegou, os créditos já subiram e só você não viu que era o fim da sua história porque achou que estava vivendo outra história. Menos imaginação, mais ação. Mais coragem, mais autonomia. Menos usar os outros de bengala. Isso sim é um final triste. De chorar, viu.

Eu prefiro That's All Folks a The End, e você?

P.S.: sou igualzinha a Alanis Morissette, I don't want to be your other half I believe that 1 and 1 make 2

domingo, 2 de outubro de 2011

Ou sente ou não sente

Indiferença ou fingindo indiferença? Vou passar a vida tentando distinguir a diferença entre essas duas coisas. Um saco isso, principalmente pela total oposição de significado. Uma pessoa indiferente não tá nem ligando, ela olha pra você com o mesmo sentimento com que admira (?) um vaso rachado, uma parede desbotada ou pra uma jaca bem madura. Desprezo involuntário, meu amigo. O sentimento menos sentimento do mundo.

Já quem pretends to be faz de difícil e não olha de cara, mas é só o fulano pra quem ele finge o desinteresse dar as costas que o suposto indiferente começa admirar o que dá pra ser visto. O desenho da camiseta na parte de trás, o jeito com que a calça molda o bumbum (ah, vai dizer que você nunca reparou?), a nuca... Até que o fulano vira e você se presta ao papel de olhar o... chão. Não dá pra perder a banca de indiferente. O fingidor adora de um jeito sufocado, sente por todos os poros, mas abafa.

Indiferente nem guarda mais o número na agenda do celular. Quem finge abre a janela do bate-papo umas quatro vezes, digita, apaga, digita, apaga e não manda nada no fim. Indiferente sorri o mesmo sorriso pra você e pra um cara que faz a piada mais sem graça do mundo. Tanto faz, ué. Quem finge mostra todos os dentes no sorriso mais largo do mundo quando recebe um “oi. E aí?” de quem finge não gostar. Escapou, ué.

E todo mundo já viveu esses dois papéis na vida. Às vezes ao mesmo tempo. Só acho que ser indiferente todo o tempo e com todos é um pouco triste, quem é indiferente não sente. Não sentir é um pecado.



P.S.: It's not what I didn't feel, it's what I didn't show, né, Adam Levine?!

domingo, 4 de setembro de 2011

Ela e ele


Ela era viciada em esmalte. Não se controlava perto de vidrinhos de nome bizarros e cores quase iguais às que já tinha. Ela comprava por causa da criatividade no nome. Passava boa parte do tempo lendo romances melosos em busca de recuperar o lado romântico perdido (ou seria: sugado por idiotas?). Quando enjoava dos romances (excesso de doce enjoa, ué), corria para o caderno de esportes e sabia a escalação do seu time. Ou mais ou menos isso.

Ele não gostava de futebol e fazia um estilo alternativo. Nerd assumido, tímido na medida certa, com aquele jeito de sorrir olhando pra baixo que quase parece pedir um beijo. O fato é que tudo o que ele pedisse ela daria sem problemas. O único problema é que ele não pedia e ela era orgulhosa (durona, como adorava dizer) demais pra oferecer. A vida dele era um mistério pra ela, igual ao sorriso e ao jeito de olhar. Bem por aí.

Ela adivinhava o final dos filmes depois de 10 minutos. Ele gostava de discutir o porquê dos finais. Ela odiava discutir qualquer coisa, ele gostava. Mas ela gostava da cara de inteligente dele, então deixava passar.

Depois de muito conversar, muito beber e mal pararem em pé, se beijaram, se beijaram e se beijaaaaram um pouco mais. E esse não foi o final feliz. Foi só o começo da confusão. Por quê? Ué, ela se fantasiava de indiferente, mas ele era indiferente de verdade.

Eu acredito que uma imagem vale mais que todo esse texto (do site designlov.com)

P.S.: Messy feelings

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Bons começos

Uma das coisas que eu mais gosto é começar. Começar qualquer coisa me deixa feliz. Quando eu era criança, começar caderno me deixava nas nuvens (ainda bem que a gente cresce e descobre outras coisas que nos deixa nas nuvens...). Eu prometia a mim mesma que aquele caderno merecia a letra mais linda do mundo e ia assim até o dia que percebia que estava mais interessada na fofoca da minha amiga do que em registrar a matéria... Aí fazia qualquer garrancho só pra ouvir a última-pérola-sobre-a-fulana-que-eu-mal-conhecia. Deve ter sido nessa hora que eu saquei uma coisa importante: prioridades, ué!

Os começos de filmes são outros começos bons. Sou louca pelo música da Twentieth Century Fox e me sinto a pessoa mais sortuda do mundo quando to zapeando e vejo que vai começar um filme. Pode ser besta. Pode ser American Pie 3 ou Um Amor de Tesouro, mas, se pego no começo, fico na obrigação de assistir pelo menos dez minutos. Pra não estragar a sorte, sabe?

Começo de vidro novo de hidratante, a mesma paixão. Eu nunca repito o mesmo cheiro porque adoro as nuances diferentes que uma fragrância nova parece fazer na minha personalidade. Pode ser imperceptível a olhos estranhos, mas quase sempre muda uma coisinha.

Novas paixões, então. E olha que nem me refiro aos homens (porque essas não mecerem só um parágrafo de um post). Tipo paixão por uma música nova (ou velha, mas que acabei de descobrir). A cada vez que eu ouço e percebo um detalhe e um rouquinho diferente na voz do vocalista, ouço de novo e de novo... Banda nova, a mesma história. Mas aí é um CD inteiro que tenho pra ouvir e descobrir rouquinhos, agudos e riffs sensacionais.

Outra nova paixão: um sabor diferente de sorvete. E eu percebo que poderia viver pra sempre daquele sorvete (sem comer nada salgado), nadar numa piscina cheia dele, enfim, virar criança e sujar o nariz enquanto toma sorvete. Até que eu enjoo e descubro outro.

Começar um livro é o principal dos meus começos preferidos. Você começa lendo sendo você mesma, mas não sabe direito como vai terminar, quem você vai ser no final. Livro bom, pra mim, é aquele que me deixa confusa comigo mesma. Vai ver por isso eu enrolo horrores pra terminar um livro, não quero me desprender de algo que mudou meu jeito de encarar as coisas. E encarar a mim mesma, acima de tudo.

Eu nasci pra começar. Vai ver por isso odeio pontos finais e amo segundas-feiras e nascer do sol.

Eu sempre penso "Yey!" quando vejo um sol chegando escandaloso assim

P.S.: Acho que todo começo é bom. O único começo ruim é o de guerras. Mas aí não é começo, é o fim da paz...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Teorias de casais


Eu adoro uma teoria. Não mais que Heineken gelada, não mais que um beijo bem dado, um dia quente de derreter, um abraço cheiroso, enfim... Mas gosto muito de viajar nas minhas próprias explicações. E modéstia à parte, eu tenho teoria pra tudo. Ou quase.
As minhas preferidas têm a ver com casais. Eu sou uma admiradora de gente que anda de mão dada e posso dizer quanto tempo de namoro ainda resta só de ver um casal sorrindo. Ãham. Ou acho que posso. Mesmo porque a teoria nem sempre corresponde à prática. Vou dar exemplos...

Casais que só ocupam espaço. Sabe gente que só veio ao mundo pra fazer volume? Tipo, aqueles namorados que sentam em um bar lotado, com uma galera esperando a mesa esvaziar (eu e meus amigos, provavelmente) e ficam lá na inércia (não que inércia seja ruim, mas a inércia dos parados é sim, senhores). Não conversam, não se pegam, bebem (quase sempre só o cara bebe) e a menina fica lá, cara de paisagem. Casais desse tipo têm tudo pra dar certo e ficar juntos eternamente. Se merecem. Só acho que podiam se merecer dentro das próprias casas e deixar a mesa pra mim. E para os meus amigos. Thanks a lot.

Casais que se pegam loucamente na balada. Do tipo que você quase pensa que é uma pessoa só. Esses não passam de uma noite. Motivo? Rá! O cara tá aproveitando loucamente e a menina, se dedicando, achando que encontrou o homem da vida. É impossível raro ser o contrário. No dia seguinte, o cara mal se lembra do nome da sujeita e a fulana fica duas horas com as amigas no telefone dizendo o quanto eles têm química. Vai por mim, álcool e uma pitada de carência enganam. Demais.

Casais que são superengraçados. Podem durar um tempo bom, mas vão terminar como amigos. No fundo, um não admite que a tirada do outro é melhor. Enquanto estão juntos, eles garantem uma noite de stand-up comedy aos amigos. Até que a piada definitiva aparece e um dos dois se irrite (porque a graça não veio dele). The end.

Casais que eram os mais populares do colégio. Vão terminar gordos e cheios de filhos. Provavelmente pobres, porque não estudaram, achando que a beleza compensa. E não mais felizes porque, quando se olham no espelho, querem voltar ao passado.

Uma coisa é certa, seja qual for o tipo, tire várias casquinhas enquanto durar. A gente nunca sabe o dia de amanhã...


Tem outros tipos, mas cansei de escrever. E você, de ler (é provável). Outro dia eu termino.

P.S.: uma teoria na qual eu acredito muito é que quem faz teoria de tudo não vive a coisa na prática. Não que eu esteja falando de mim... Claro que não. ;)





segunda-feira, 18 de julho de 2011

MSN (ou o museu dos seus contatos)

Dá uma sensação estranha quando você fica on-line no MSN e percebe o tanto de gente com quem deixou de ter amizade. Nem por briga ou qualquer desavença, só porque parou de ter contato, mudou de cidade, de gostos, de rotina, de vida mesmo.
Quando você entra e vê que os únicos on-line são os ilustres conhecidos-agora-desconhecidos, você acaba caindo naquele silêncio constrangedor, seu e da sua história (das suas lembranças, das suas risadas e das suas paixonites, dos seus contatos para as festas imperdíveis mais perdíveis do mundo...).
A vida vai mudando e o MSN funciona como o cemitério de antigos amigos. Eles estão lá, vivos, disponíveis, ocupados, ausentes, mas estão lá. Eu nunca tive coragem de deletar ninguém, mesmo sabendo que nunca mais vou falar, porque é um capítulo ou algumas frases da minha vida que eu acabaria deixando pra trás. Não dá.
O MSN é a prova virtual (bem real) de que vamos nos tornando desconhecidos pra nós mesmos. Pra conhecer mais gente e se conhecer mais também. É um dos sinais de que o mundo gira. E como!
Tipo, tchau, hein!

P.S.: Facebook não é museu. Você vê tudo o que seu amigo distante posta e ele vira próximo de um jeito bizarro.

domingo, 26 de junho de 2011

Olhos, esses traiçoeiros...

Você se acha muito indiferente ao excesso de sentimento e às vezes até é. Gostar, se decepcionar, sofrer, esquecer no dia seguinte... E beleza.
É tipo aquela alegria de ser sincero ao dizer “desencana. Tá tudo bem” e está tudo bem mesmo.
O problema é quando você insiste no refrão desencana-tá-tudo-certo e seus olhos dizem exatamente o oposto. Quase como se eles dissessem: “tá ouvindo o que essa maluca disse? Pois é tudo ao contrário”. É aí que você descobre que é péssima na arte de enganar... a si própria. E consequentemente quem você queria que pensasse que você é forte, independente e indiferente. Ah tá.
Olhos são a parte mais honesta de alguém. Não confio em quem não fala olhando no olho, pessoas assim são a pior espécie de covarde. Eu nunca vi olhos mentirem. Se você mente, seus olhos se abaixam. Se você mente olhando nos olhos do outro, eles contam toda a verdade. Algumas das melhores palavras, as mais doces e sinceras, são ditas só com o olhar. E essas palavras são as que mais valem guardar. Porque, a não ser que você seja um ator cheio das estatuetas, essas palavras têm aquela honestidade que corta até.
Declarações faladas com os olhos merecem ser engarrafas pra ficarem eternas. Declarações faladas com os olhos e seguidas de um toque suave me matam de alegria.
Ele diz: "fica comigo". Ou você não ouviu viu?


P.S.: se o seu primeiro beijo com alguém que valha muito a pena não foi dado com os olhos, pode ter certeza de que não valeu tanto assim. A vida é mais viva pra quem sente a faísca no olhar e não tem medo de enxergar.

sábado, 18 de junho de 2011

O perigo de ser eclético

Se tem uma palavra que perdeu o sentido, pra mim, essa palavra é eclético. Eclético em relação a gosto musical, tá? Não em relação a crenças e teorias e blábláblá. Eu mesma morro de medo de me rotular eclética quanto ao que curto ouvir.

Explico: eu acredito no meu bom gosto musical. Eu sei que nem todo pop (de hoje em dia...) é porcaria e que nem todo rock’n’roll vai pro céu inferno. Sei melhor ainda que pagode nunca vai ser samba e que nem todo samba é digno de ziriguidum.
Gosto do Paulinho da Viola com o mesmo amor que sinto pelo Foo Fighters. Alanis Morissette e The Cure são igualmente apreciados. Aerosmith coabita meu porta-CDs sem briga alguma Jamie Cullum e Madonna (a dos anos 80). John Mayer, Michael Jackson, Mariah Carey (ah, eu sou menininha, me deixa...), Jorge Aragão, Rolling Stones, Marisa Monte, Strokes, The Killers, Los Hermanos, Maroon 5 e Bon Jovi nunca, jamais se pegaram na minha gaveta de CDs (ãham, eu tenho CDs, essa coisa pré-histórica). Ben Harper e Eagle-Eye Cherry se revezam na minha playlist sem problemas, que, vez ou outra, abre espaço para Chitão, Xororó e sua linda Evidências. Rei Roberto e rei Elvis têm o mesmo poder de me emocionar. Fábio Jr. cai bem na TPM... Assim como Regina Spektor. E o que dizer da Adele?! Quisera eu perder o namorado e fazer um CD tão lindo (digo o mesmo da Amy Winehouse).

Só coloquei essa imagem porque achei tão linda e dourada (e o texto tá gigante) #hehehe


Se tem melodia gostosa e letra que emociona, surpreende ou os dois ao mesmo tempo, eu vou gostar. Amando tanta coisa, é provável que seja eclética. Mas o problema é que hoje em dia qualquer fulano que não entende nada de ritmo, letra e sons que fazem bem ao ouvido se julga eclético. Ser eclético não é gostar do “sertanejo” universitário e do “rock” dessas bandas que brotam de hora em hora e que mal duram dois CDs de inéditas. Ser eclético não é gostar de tudo o que toca em rádio. Isso é não ter bom gosto musical.

Toda vez que assisto aos clipes do Multishow ou da MTV eu me pergunto se Michael Jackson não morreu de desgosto ao ver o que virou o pop que ele tanto tratou bem, óbvio que ele precisava de analgésico vendo essa palhaçada toda. Toda vez que vejo uma banda/cantora que investe mais em coreografia que na sua música eu me lembro do meu pai questionar: “mas isso influencia na venda de CDs, é? Por quê, filha?”. 

Papis é expert em me deixar sem resposta. Tipo o dia em que ele veio querer saber o porquê de sertanejo universitário: "é porque as letras são mais inteligentes já que eles vão à faculdade, é isso, filha?". Fiquei com dó de falar a real... A única coisa que eu sei disso tudo é que ser eclético não é gostar de dois ou três cantores que tocam loucamente em rádio, mas que, ao ouvir o CD inteiro, você nem percebe que mudou de música. Isso é ter preguiça de procurar música boa, que coisa feia...

Músicos bons me causam o mesmo desespero que saber que o mundo é tão grande e que provavelmente não vou dar conta de visitar. Tem tanta gente boa por aí que dificilmente eu vou conhecer porque a indústria musical ama um som parecido e barulhento.

Adoro o Google porque ele sempre adivinha o que quero pra ilustrar meus posts. Rá!


P.S.: Essa história de dizer que o fulano é o novo ciclano me faz acreditar que o mundo só quer mesmo é saber das cópias

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O porquê de eu não fugir de spoilers

Toda vez que começo a ler um livro novo, corro para as páginas finais. Eu sempre leio uma revista do final para o começo, é muito melhor começar com o cronista da publicação, que, pra mim, é o resumo das intenções, da alma e do coração dela.
Eu só vou ao cinema sabendo boa parte da história do filme. E até prefiro saber o final. Não acho que esse meu hábito estrague o prazer de me entregar a uma história. Pelo contrário. Assim que eu acalmo minha curiosidade-monstra, fica muito mais divertido apreciar o durante, perceber as dicas que levam ao final.
É, tipo esse cachorro...

Pouca gente se entrega a histórias desse jeito. Pra falar a verdade, só conheço meu pai e eu mesma que fazemos isso. Meu pai é até pior, ele precisa ter certeza de que seu personagem preferido não vai morrer, senão...

Por um segundo, eu imaginei que essa minha adoração por spoilers tivesse a ver com o medo de me decepcionar. Por exemplo, em um romance que você quer muito que o casal principal termine junto, mas o galã morre ou trai ou decide que gosta mesmo de homens (ah, vida...), o final vai ser triste, mas, mesmo sabendo dele, eu não vou deixar de ver o filme. Vou é me concentrar no durante pra, depois, poder falar com propriedade: “Como a fulana não percebeu que ele era gay? Ele usava o hidratante da Victoria's Secret dela!” ou “Como ela não se tocou que era chifrada? Ninguém viaja todo final de semana a trabalho nem dá joias caras à secretária”. Ou seja, não é medo. É só curiosidade mesmo.

Dia desses li uma crônica do Matthew Shirts no Estadão (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110606/not_imp728408,0.php) que dizia que um dos motivos de a Jennifer Aniston vender tanta revista é que ninguém sabe o final da vida dela. Ela desperta curiosidade. Tá vendo? O mundo também é bem doido por um spoiler (fofoca?) da vida alheia!
Igual ao Bart...

É por isso que eu acho que deveria existir videntes que acertam mesmo ou que, assim que a gente nasce, ganhamos um traçado dos nossos anos. Pouparia tempo e sentimento. Economizaria estresse e chocolate. E deixaria a gente mais tranquila em relação às barreiras no meio do nosso caminho. “Tudo bem, vou chorar só um pouquinho pra fazer charme, sei que já, já ele vem correndo pedir desculpas”. “Ok, vou aguentar essa aula tediosa porque ela é a certeza do meu emprego com salário enorme”, essas coisas... Seria bom ter uma garantia de que no final tudo dá certo mesmo porque só desse jeito a gente tem paciência pra esperar o final.

P.S.: o horóscopo bem poderia ser um spoiler (REAL) do nosso mês, né?





segunda-feira, 23 de maio de 2011

Das coisas sem explicação

Até hoje eu tento encontrar sentido em algumas bizarrices do mundo, mas por mais que eu pense, a dúvida segue...
Assim, tipo a Mafalda
Grupos de pagode
Repare só, no palco de um conjunto desse gênero (sério? sub-Gênero?!) musical. Você vai encontrar no mínimo 12 integrantes ou mais – sem contar os bailarinos e periguetes bailarinas. Quando as bandas que mais fazem música boa de ouvir não precisam de mais que quatro ou cinco pessoas (oi, Foo!). Pra mim, os pagodeiros têm tantos integrantes porque funciona mais ou menos assim:
_ Oi, primo. Cara, perdi o emprego, diz o primo sem dotes musicais
_ Ah, tô montando um grupo. Os churrascos me inspiraram. Bora fazer parte?, diz o que acha que tem dons musicais
_ Pãtz, mas não sei tocar nada...
_ A gente improvisa!
E aí vai juntando a família desempregada, o vizinho que acha que tem melodia e beleza tristeza geral. Fez-se um grupo que, em um futuro próximo, vai ocupar a plateia, enquanto os fãs ficam no palco.

A cruz e a igreja católica
Ok, Jesus cristo foi crucificado pra salvar a humanidade. Ele sofreu na cruz. Aí a mesmíssima cruz vira o símbolo dessa religião. É como se todo mundo gostasse de sofrer ao venerar a cruz. Valorizar a dor? É como se todo mundo precisasse sofrer pra ser feliz. Eu não consigo entender. Acredito em deus e algo acima de tudo, mas o meu deus não pede meu sofrimento em troca da minha alegria. Nem me faz ir todo domingo rezar por ele, na casa dele. O meu deus prefere que seja boa a quem está perto de mim, faça o meu melhor e tenha em mente que sou sortuda por tudo o que tenho – e não tô falando do meu guarda-roupa lotado.
Calvin é o dono das melhores sacadas sobre o dia dia

Lutar por amor
Sério? Isso me soa tão medieval... O senso comum adora falar que aquilo que vem da nossa luta, do nosso suor, do nosso sofrimento (olha o item acima aqui de novo...) tem mais valor. Não acho. Eu sou completamente aberta a adorar e valorizar tudo aquilo que vem fácil. Mas vou focar no amor.
Por que ficar lutando, se matando por dentro por alguém que não lhe mostrou respeito, reciprocidade e a descartou do mesmo jeito que faz com uma sacola de supermercado furada? Deixe ir. Esse foi o aprendizado mais difícil que eu saquei, depois de algumas cabeçadas, é claro.
As coisas certas aparecem e se encaixam com uma naturalidade e uma força admiráveis. Não que eu ache que o destino comando tudo, você faz sua parte. Mas se a outra parte não faz esforço, quão burros somos nós que ficamos correndo rastejando atrás? Ah, parei com isso!

P.S.: eu também não entendo porque a serotonina que vem da malhação é melhor e mais longa que a do chocolate, por que unhas e cabelo crescem mais no calor e por que gosto tanto do Corinthians. Mas essas dúvidas eu simplesmente aceito, sem questionar.
Calvin, um dos meus filósofos preferidos...






domingo, 8 de maio de 2011

Carta aberta aos imbecis

Caro fulano que se acha,
Eu posso até ter gostado de você um ou dois meses, mas isso não se deve a todas as suas qualidades, não. Que nada, seu bobo! Isso se deve muito mais à minha imaginação do que a seus atributos físicos ou intelectuais.
Este aqui é só o primeiro que vai lhe mostrar a língua :p

O fato de você ter sido simpático e me mandado torpedo fofinho pra falar que lembrou de mim não lhe dá motivo pra sair se vangloriando. Caro fulano de tal, ser cavalheiro e legal um dia é fácil. Ser cavalheiro e legal todos os dias é algo que você nem sonha em saber.

Falar que suas músicas, seus livros e suas séries preferidas são as mesmas que aparecem no meu profile também não é nenhuma coincidência, não. É só você forçando a barra porque não se garante nas suas qualidades.

Avisar que você correu exatos 8km na academia nem de longe o fazem ser mais atlético ou gostoso. Rá-rá-rá! Você precisaria correr meio mundo, entrando em todas as academias pra levantar um pouco de peso e olhe lá... Talvez assim você merecesse uma segunda olhada.

Me ligar e ficar exatos cinquenta minutos falando seu monólogo não quer dizer que nós dois tenhamos muitos assuntos em comum. Isso só quer dizer que você, meu querido não mais querido, é um narcisista de primeira que se acha dono de um bom papo. Rá-rá-rá! Quantas vezes, enquanto você falava, eu fazia minha lista de afazeres mental... O meu silêncio não era admiração, era tédio profundo e sincero. Por educação, eu sempre segurei os meus bocejos.
O segundo :p

Acreditar cegamente nas mulheres da sua família quando elas diziam que você é lindo e elegante foi seu erro mais primário. Tente acreditar no espelho da próxima vez. Minha sincera dica (pense nisso ao publicar suas fotos cheias de caretas)... A propósito, tomar banho de perfume importado também não ajuda em nada. Só aumentou minha rinite, viu.

A chance que eu lhe dei não foi porque você é o máximo. Deve ter sido aquele vazio que acontece antes de algo bem melhor aparecer, no qual a gente dá de cara com o sr. Falta de Opção e o sr. Leve Desespero de Estar Sozinha.

Eu ter demorado pra me aproximar para o beijo não foi timidez, não. Rá-rá-rá! Foi dúvida. "Será que vale a pena? ", "ele não é bonito", "ah, sei lá, mas eu já tô aqui e não têm conhecidos por perto...". Foi isso que me passava pela cabeça, caro fulano de tal.

Dizer que você ficou doente toda vez que dava mancada nunca me amoleceu. Na verdade, eu quase torcia por mais uma dor de barriga sua. Você merece várias dores de barriga. Ai, fui maldosa agora. Na real, você não merece nada.

Falar "eu te adoro" na primeira semana e "eu te amo" na segunda não é sinal de que você não tem medo de amar e tem o coração aberto. É só sinal de que você está desesperado pra achar alguém porque todos os seus amigos estão namorando e você ficou sozinho. E é um porre ficar sozinho em péssima companhia, não?

Eu bem sei que você está me achando amarga por escrever tudo isso, mas não sou, não. Eu só acho que escrevendo isso acabo falando em nome de um milhão de outras garotas. E não pense que eu acho que você já ficou com um milhão de outras garotas, são as outras que ficaram com outros caras do seu estilo (ou com a sua falta de estilo). Você, com esse papo de "sou adulto" e "amadureci bastante", deve ter convencido o quê? Duas trouxas (contando comigo)...

Obrigada por nada
P.S.: esta é uma carta ficcional. Qualquer coincidência... 

Ah, além da girafa meus amigos também lhe mostraram a língua :p






segunda-feira, 25 de abril de 2011

O mistério da calça branca


Eu dou conta de entender várias coisas, vários mistérios. Das vírgulas às crases, dos sujeitos ocultos ao sujeito perdido que cruza o meu caminho e não desempaca (modo de dizer... Ou não?). Do fator-supresa dos meus cachos em dias de chuva ao fato de o Corinthians ser o time do meu coração sem nem chegar perto da Libertadores (paixão é meio besta mesmo, ué). Mas não entendo o porquê de alguém gostar de calça branca.

Isso mesmo. Calça branca. Não calça jeans claro nem calça jeans cinza-clarinho. Tô falando daquela calça que só médicos, dentistas e enfermeiros deveriam ter a permissão de usar. A não ser que você tenha o dom de ser megafashion e saber combiná-la num look que saia na parte dos certos das revistas de moda. Nesse caso, desculpa aí ;).

Calça branca pra mim sempre vai ser a calça que os homens usam todo ano no Baile do Havaí lá de Leme, minha cidade natal. Usa uma vez, lava (eu espero) e volta a guardar pra daqui a 365 dias. Ou nem lava, eu às vezes via umas amareladas dançando pelo Clube Empyreo. Calça branca, na minha cabeça (que pensa muita coisa desnecessária, tipo esse post), tem a ver com camisa florida, colar havaiano e mesa de frutas. Não falo mal, é traje obrigatório do Baile do Havaí. Mas se vejo um homem com calça branca (sem parecer médico ou outra profissão da área de biológicas) vou achar que ele acabou de sair da festa. Nem que o baile tenha acabado há seis meses. Referências recheiam os nossos pensamentos. Fazer o quê?

Agora, as mulheres, essas sim eu não entendo. Por que, Santa Maria do Jeans Justinho, elas insistem em vestir essa maldição peça? Eu só vejo contras...
1. Vulgaridade. Quando é justa marca horrores a calcinha, que sempre precisa ser naquela cor brochante neutra, nude (porque falar bege brocha ainda mais). Marca a celulite, marca a alma! Deve marcar até a celu da Gisele Bündchen, que nem tem.

2. Dá chance ao perigo. Sim, usar calça branca em períodos menstruais. Dispensa comentários.

3. Suja que é uma desgraça. Tirou do guarda-roupa, sujou. Nem tente comer um cachorro-quente, um pastel ou qualquer coisa que não seja gelo ou água. Se você tentar, a lei de Murphy vai atrair a comida pra sua calça. Ôh, se vai! Junto com toda a poeira do universo, é claro.

Calça branca é Baile do Havaí e pronto. Ninguém que não é das biológicas e não vai ao Baile de Leme deveria poder entrar numa loja e comprar a calça. Eu acho que ela fica entre o havaiana-desce-que-desce (lembra o É O Tchan? hihihi) e o pai-de-santesco.

P.S.: eu já tive uma calça branca na adolescência. Com flores pink bordadas. E já beijei uns meninos de calça branca. O Baile do Havaí me traumatizou...
P.S. 2: eu uso saia e short brancos sem problemas.

sábado, 16 de abril de 2011

Cheiro de começo


Poucos cheiros me deixam mais feliz do que o de café. Abrir um saco novo de pó de café de manhãzinha me faz querer acabar logo com ele pra abrir um outro.
Acordar na casa da mamis com cheiro de café funciona mais do que o Johnny Depp me chamando de sweetie no ouvidinho. (Parênteses pra realidade: claro que funciona mais, eu nunca acordei com o Johnny no ouvido...)

Esse amor todo (pelo café, tá?) deve ter a ver com aquela história de memória olfativa. A lembrança mais antiga que tenho de café é de quando era beeem piralhinha e fazia minha mãe me levar pra casa da vó Ana e tomar café com ela. Hoje eu sei que o café da vó é o mais forte que já bebi na vida. Perto do dela, o meu é quase forte. Perto dos outros, o meu é forte, sim.
Café fraco pra mim é coisa de covarde, de gente que não demonstra sentimento. Aqueles copos gigantes de café que a gente vê em seriado dos EUA é enrolação, ninguém tomaria um copão daqueles do café da vó Ana impunemente, sem ficar o resto do dia acordado – e animaaaado. Café fraco é tão ruim que, sério, jamais namoraria um apreciador de chafé.
Outra coisa que não combina é essa coisa de coffee-to-go. Pra mim, café tem que ser tomado na xícara, enquanto você se embola no jornal ou enquanto você aprecia a vista da sacada. Se estiver chuviscando e for domingo, então, a felicidade é plena.
Já vou avisando que dizer que gosta de café e só misturar Nescafé no leite não faz uma pessoa ser apreciadora de café. Não mesmo, café solúvel não tem nada a ver com café.

Eu sinto vontade de um cafezinho toda hora, até à noite. Eu posso ter acabado de tomar o último gole, mas se vir uma propaganda (daquelas com família na mesa de toalha branca e o dito-cujo saindo de um bule de louça), vou ter que tomar café de novo.
Café combina com pãozinho crocante, com caneca velha ou nova, com lotação ou solidão em casa, com pijama, com dia de chuva, com John Mayer tocando baixinho no rádio... Café, pra mim, é oficialmente a bebida que faz o dia nascer feliz (né, Cazuza?!) e que faz carinho na alma. Na minha, pelo menos. Café é meu pretinho básico e vital.

P.S.: café é refeição. Capuccino é sobremesa ;)

Sentiu o cheiro?!

sábado, 9 de abril de 2011

Poupe saliva. Diga na camiseta

Eu adoro camisetas divertidas. Com cartoons (claro que posso gostar delas, eu tenho 15 anos ainda) e com frases. Sério, alguém deveria inventar uns adesivos pra você colar na sua t-shirt dependendo do humor com que acordar. Imagina como isso facilitaria as relações.

Se o fulano está usando algo tipo: “Don’t make me kill you... I hadn’t have my coffee yet”, é óbvio que você muda de calçada e fingi que nem o viu.
Mas se na camiseta do fulano está escrito “Nothing but blue skies on my way”, você está liberada pra lançar-lhe um olhar sorridente. Ou até uma piscada se ele for moreno, nem alto nem baixo, magro definido e com dentes bem brancos (ui, minhas preferências).
Se o cara lindo da balada usa algo como “Mr. Heartbreaker”, você já sabe que a coisa toda não vai passar de uma ficada. Melhor nem adicioná-lo no Facebook. Vai por mim.
Perfeita pra usar depois de uma macarronada!


Pena que a vida não é tão fácil assim. A sorte é que algumas coisas são bem óbvias e você já pesca na segunda frase de alguém. Por exemplo, o heartbreaker que só te chama de “linda” (e você sempre se pergunta, ele sabe meu nome?) e gente mal-humorada que você já percebe pelo jeito de respirar…

Eu usaria várias frases, mas de cara pensei nessas...
"Quem ama cuida. E monitora as redes sociais dele" (pro fulano ficar esperto e não fazer besteira, sabe?)
“Future Mrs. Depp” (qualquer parênteses aqui fica redundante)
“Eu não tenho chapinha... (aí nas costas) Só tomo vinho francês” (ótima para dias chuvosos, quando meu cabelo declara mesmo que não tem chapinha)
“Se sente, fala (aí nas costas) Eu não tenho bola da cristal” (meio perigosa caso você passe com ela por uma construção cheia de pedreiros sinceros)
“Future ex-girlfriend” (principalmente quando o cara estiver torrando sua paciência)
“Corintiana fiel. E amiga da Fiel” (quero só ver me provocarem... Rá!)
“Prefiro desperdiçar dinheiro a sentimento” (quem já alojou alguém em vão no coração sabe do que eu estou falando)
“Só abraço caras cheirosos” (sim, sim! Você não?)
“Sorte. Não. É. Pra.Quem.Quer” (nem nunca vai ser, snif!)

P.S.: Eu jamais vestiria uma camiseta com os dizeres “Sexy”, “Classy” e similares. Esse tipo de coisa, quando é (auto)dita claramente, soa falso. Ninguém sexy precisa de uma camiseta avisando isso, né?
Claro que só coloquei essa foto porque é muito, muito engraçada


segunda-feira, 28 de março de 2011

É o fim. Mesmo


Juro que eu não queria ter presenciado a briga homérica do casal na rua aqui de casa, mas num mundo onde o Big Brother dá (ou dava?) ibope, quem pode me julgar? Sem contar que eu sou uma estudiosa (ou só curiosa mesmo...) das relações amorosas. Então, quando cheguei da academia e me deparei com a menina berrando com o namorado, eu diminuí o passo... Assumo, e quando cheguei em casa, abri a janela porque 1. estava calor e 2. queria continuar ouvindo a discussão. Sou culpada.

Eu quis muito ter me metido na discussão porque a garota era uma típica menina que ama demais. Ai, como dá vontade de fazer lavagem cerebral nesse tipo... Sabe aquela garota que a vida toda dela gira em torno do namorado? Era ela. Quer dizer, não sei, não conheço o casal, mas ela berrava: “olha nos meus olhos e fala que você NÃO estava lá”. Ela sabia que tinha sido traída. Daí vem minha indignação. Não briga, dá as costas, diz tchau, caramba. Quanta humilhação por um cara que respondia: “Sai agora do meu carro”. Ela saiu e continuou gritando. O cara ficou dentro do carro, provavelmente com a mão na chave pra dar a partida e vazar...

Aí eu passei o resto do dia imaginando o que se passou na cabeça da fulana traída. Ela queria ser enganada, queria um pedido de desculpa, queria qualquer migalha de um falso arrependimento só pra continuar na felicidade de ter um namorado. Será que ela se acha tão pouca coisa assim? O problema não é ela ser assim, o problema é que existe um montão de mulher assim. Mulheres que amam ser enganadas e se enganar achando que tem alguém que as ame.

Dizem que tá sobrando mulher no mundo e faltando homem. Pode ser mesmo. Mas se eu fosse um cara, ia passar longe dessas fulanas que montam seu castelinho de areia em torno dos namorados. Também passaria longe dessas que se vestem com roupas microscópicas na balada, que bebem e falam gritando, que acham que gostar de futebol as permite falar palavrão e coçar aquilo que nem têm. Principalmente, passaria longe daquelas que não sabem o que é amor-próprio e daquelas que só conhecem o espaço em torno do próprio umbigo. Quantidade nunca foi sinônimo de qualidade. Mesmo.

P.S.: ainda tô pensando no fim da história da menina da minha rua. Eu acho que ela deve ter pedido desculpa pelo escândalo e pedido pra continuar com o cara. Ele aceitou porque sabe que pode chifrá-la quando bem quiser. Triste. Mas quem sou eu? Só alguém que faz trezentas teorias num dia só...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pra viagem

Eu sempre achei que viajar lava a alma. E lava mesmo. É impressionante como um lugar novo coloca a cabeça no lugar e esvazia os espaços preocupados com bobagem. Toda vez que volto de uma viagem de um fim de semana ou de três semanas, eu me reinvento. Acho que, além da cesta básica, todo mundo merecia uma passagem e hospedagem grátis também. O mundo teria toneladas a menos de mau humor.

Sempre que coloco a mochila nas costas (ou a mala no porta-malas, mas é que mochila nas costas é mais hippie, logo...) eu ainda carrego as preocupações que andavam me atormentando (não sou um botão on/off, ué), o engraçado é que elas vão ficando no meio do caminho. Quando eu chego ao destino, tô levinha. E quando volto, é mesmo como se eu fosse outra. Divertido mesmo é absorver um pouco de cada lugar, dez mil vezes melhor que comprar souvenirs e lotar a mochila (é, sou a turista que só dá lucro pra restaurante). Conforme o tempo vai passando (e a grana ficando curta), dá um leve desespero de perceber que há grandes chances de não conhecer o mundo todo. É mais ou menos como saber que você não vai dar conta de ler todos os livros que quer...

Mas antes uma foto de uma ilhota de Paraty. Viagem que fez meu 2011 finalmente começar ;)



Não me importa se a viagem é só comigo mesma. A última que fiz assim foi incrível, eu, o Velho Mundo e meu sonho. Quando senti que meu lado mimadinha ia baixar, adorei a reação que veio em seguida. “Tenha dó, né?”. E lá se foi meu lado chatinho... Fiquei muito mais cúmplice de mim mesma, não me preocupei um segundo com o que iriam achar de mim se repetisse o café da manhã ou se vissem meu esmalte lascado, aprendi que se perder também ajuda a se achar (mesmo assim, ainda não sei direito o que quero...) e tive a certeza de que mochila pesada machuca os ombros. Enquanto muita gente jogava moeda nas fontes, eu arremessei sentimentos antigos. Enquanto muita gente fazia pedidos perto de algum santo, eu chorava só de agradecer. Pedir mais o que quando você está tão lotada de felicidade?

Pausa pra foto de Veneza. Viagem que lavou minha alma por umas três gerações.



Viajar entre amigos também é bom. Principalmente quando, no carnaval, você acha que sua energia tá esgotando. É bom ter alguém pra “te ligar na tomada”, dar risada das coisas que só vocês vão achar graça na volta e ter um cúmplice de histórias bizarras. Daquelas que, se você fosse sozinho, era capaz de deixar no caminho de volta.

Eu amo viajar. Eu quero um programa de bolsa(mochila?)-viagem. Dizem que sagitariano é aventureiro. Eu sou sagitariana e sempre achei que fosse apegada à minha rotina certinha. Ultimamente eu só ando apegada aos meus sonhos... E eles estão cada hora em um lugar. Oi, aventura ;)

P.S.: Walking gets too boring when you learn how to fly. Not the homecoming kind, né, Shakira?
P.S.2: Lavar a alma é uma expressão estranha. Lavar demais desbota o tecido, não é? E minha alma chega sempre em cores néon depois de uma trip :S

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pontos finais só vez ou outra

Se fosse pra escolher algum ponto (da gramática) pra me definir, eu escolheria as reticências. Acho mais charmoso, tem um quê de mistério e é quase sexy. Reticências combinam com aquele olhar blasé de filme francês. Óculos de sol, cigarro na mão e cabelo arrumadamente desarrumado têm tudo a ver com reticências.
Eu não fumo e nem sei segurar um cigarro (de chocolate, talvez). Meu olhar blasé tem tudo a ver com a minha miopia, meu astigmatismo e minha insistência em sair sem óculos. Meu cabelo é desarrumado naturalmente, mesmo que eu queira arrumá-lo, ele me boicota. De qualquer forma, eu quero ser reticências. Deixa, vai!

O fato é que eu não sou interrogação. Eu sempre tenho certeza, mesmo que depois me arrependa e veja que minha certeza tinha fundamento zero.
Talvez eu seja um ponto de exclamação quase sempre, porque eu sou irritantemente bem-humorada até no meu mau humor. O que talvez seja bom, mas não é sexy...

O fato é que eu não sou (mesmo!) um ponto final. Ele é sem graça porque termina secão, sem deixar você imaginando ou rindo ou com dúvida. Coisa chata. Talvez por isso eu nuca termine alguns sentimentos dentro de mim, deixo tudo meio em aberto pra uma hora dessas, sabe como é...
Mas isso vira um problema vez ou outra. Porque, na real, a saudade que mais dói é a ideia de uma pessoa, não a saudade física da pessoa. Sério. Pra mim, pelo menos. Hoje botei um ponto final numa ideia. Foi chato, sem graça, mas necessário. Prontinha pra começar um novo parágrafo. Melhor, um novo capítulo. #partiu
"Je suis un peu blasé, bien sûr. Uh la la" ;)

P.S.: pontos finais doem um pouco também. Ouch! Mas talvez só até amanhã...


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Minha mãe mandou eu escolher... Qual?

Porque a vida pode ser um café da manhã de hotel (bom, é claro)...

Essa história de independência faz meus olhos brilharem. Acho o máximo não ter que explicar algumas decisões. Mesmo porque pra me explicar a mim mesma é difícil, imagine alguém entender o que se passa no labirinto da minha cabeça... Não existem palavras suficientes.
Como diria a minha mãe, “você se perde fácil”. Eu me perco mesmo, em Bauru, em Leme, em São Paulo, em shoppings pequenos e grandes, em Praga, em qualquer lugar do mundo. Se fosse pra definir meu status na vida, perdida certamente é a palavra.
Não acho isso ruim, acho o máximo porque se perder faz você descobrir coisas novas e isso é sensacional (nem que a novidade no caso seja um sorvete de goiabada e requeijão).
Talvez a coisa em que eu mais me perca seja na hora de me decidir. É porque, repara só, você toma um milhão de decisões no dia. Café com pão? Iogurte e frutas? Café com pão e frutas com iogurte? Calça ou saia pra trabalhar? Ler jornal antes ou depois da academia? Emburrar com o que deu errado ou desencanar e partir pro futuro? Sorrir ou rir alto? Feist ou Regina Spektor pra ouvir à noite? Decidir que já era ou dar uma nova chance?
Péssima é a sensação de que você anda guardando emoção/opção pra ser gasta no futuro X. Por isso, eu sempre como demais (como se decidir entre lasanha e canelone? Venham os dois, ué!), ouço música demais (Feist, Regina Spektor, Mariah Carey e Carole King na mesma playlist... hihi!), tomo café seguido de capuccino (#fato, nunca vi ninguém morrer por excesso de café) e vou até o fim nos sentimentos. Mesmo que o fim não seja bem o fim das comédias românticas. O que não suporto é pensar no futuro imperfeito. Eu jamais poderia: ou eu posso ou não posso. Coisas mal-resolvidas não existem, elas estão resolvidas e você que não percebeu (é sim, pensa duas vezes!).
O exagero é o máximo. E o mundo é exagerado mesmo, a gente é que tem a cabeça mesquinha olhando só em frente, quando os lados estão lotaaados de opção.
Independência é escolher e voltar atrás porque não era bem o que você pensava que fosse. Só não tem a ver com independência quando jogamos tudo no futuro imperfeito. Aí é covardia.

P.S.: eu não sou covarde. Eu só fico chateada de não poder abraçar o mundo num abraço só ;)
P.S. 2: essa minha vontade de abraçar o mundo me dá indigestão depois do café da manhã de hotel. Eu sempre exagero!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Parcerias... Que parcerias!

Toda vez que o clipe de Gipsy da Shakira passa na tevê, fico pensando no quanto eu queria ser pop star por um ou dois meses no máximo... E engana-se quem pensa que é pra ganhar dinheiro. Claro que eu não jogaria a grana ao vento (eu sou loira falsa, minha raiz é quase morena. Rá!). Eu só queria messsmo era gravar clipes safadinhos artísticos em parcerias com várias pessoas. E por pessoas entenda-se só as do sexo masculino.
Shakira mandou muito bem quando escolheu o Rafael Nadal pra dançar sensualzona com o vestido dourado. Cara, que inveja!
Rihanna ganhou a Mega-Sena mais do que acumulada quando o Adam Levine a chamou pra If I Never See Your Face Again do Maroon 5.

No meu caso, eu escolheria...
Johnny Depp, de camisa xadrez. Ele não precisaria fazer muita coisa, não. Só ficar pertinho de mim no seu look que eu mais amo: cabelo bagunçado, óculos e chapéu. Ai aquele monte de tattoo, viu!
Johnny é a prova de que camiseta surrada e um monte de biju hipponga são sexies, siiiim!



Adam Levine num clipe que envolva piscina, barco e mar... Não sei porquê, mas pra mim o Adam combina com um cenário que o obrigue a ficar sem camisa. É, de boba talvez eu só tenha a cara ;)
Hands all over, Mr. Levine ;)


Matt Damon em seu momento Jason Bourne (com jaqueta de couro preta) e eu junto com ele numa fuga cinematográfica por Berlim... #morri
Infelizmente Jason Bourne só durou três filmes. Na minha imaginação ele é eterno...


Jason Mraz e eu, praia à noite e um reggaezinho. Nada de acampamento na praia. Eu, como pop star que seria, faria a exigência: um bangalô 385 estrelas em Bali. Tá bom pra mim...
Põe o chapéu, vai! Fica melhor...


Como eu ainda tô meio enfeitiçada pelo Cam Gigandet em Burlesque, também acho digno fazer um clipe com ele. Grandes chances de usar o cenário praia e barco do Adam Levine com o Cam também.
Além de lindo, faz cara de me-põe-no-colo-por-favor... OMG!

P.S.: também faria um dueto com o Steven Tyler. Nesse caso, só por admiração mesmo. Sem cenas proibidas pra menores :D

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deixa ser, ué...

Contar com o fator surpresa na vida é dessas coisas que fazem valer mais a pena viver. Eu acho. Até hoje me lembro do meu professor no meu primeiro dia de cursinho dizendo “de repente, tudo pode mudar”. Ele falou de um jeito fofo, contou uma história gostosa (como faz todo bom professor de cursinho), não foi assim diretão... Pra mim, que estava na fila de espera da faculdade, fez todo sentido. No dia seguinte, minha mãe foi me buscar no cursinho: a facul tinha me chamado.
Eu amo o fator surpresa. Sempre amei.
Mas repara só, surpresas nem sempre são amor à primeira vista.
Chuva na hora de sair do trabalho é um perrengue, mas depois que você chega em casa é quase uma benção...
Dar uma segunda chance a um CD que você considera ruim de cara pode fazer com que descubra uma música muito boa (essa foi pra você Shakira, e Te Dejo Madrid, de Laundry Service)

Antes de continuar, buuuh pra você

Há uns três anos, eu cortei o fator surpresa dos meus cabelos.
(Pausa pra explicar a frase pra quem tem cabelo liso: cabeleira cacheada é uma surpresa constante. Você lava e não sabe como ele vai secar, arrepiada, meio lisa, franja pra cima... sabe-se lá! Você vai dormir e não sabe como ele vai acordar. Amassado, ajeitado ou nem acorda às vezes. Em dia de chuva, bom, antes de cair a chuva e formar nuvens no céu, seu cabelo arrepia de um tanto que você sente que o tempo vai mudar. É mais ou menos assim. Uma surpresa a cada hora do dia. Ainda mais se for um dia com ventania!).

Voltando da pausa...
Fiz progressiva e virei adepta do cabelo liso. Foi o máximo, todo santo dia igualzinho. Fios no lugar depois da ventania, o fato de poder usar escova no cabelo seco... Maravilha. Tá, eu perdi o dom de prever chuva, mas meteorologia serve pra isso, né, não?
Só que depois de quase dois anos, eu enjoei de saber como iria acordar. Não queria estar igual toda manhã, perdeu a graça... Corri ao cabeleireiro pra arrancar a progressiva. Os cachos demoraram quase dois meses pra voltar, mas quando chegaram... Yey! Voltei a ser feliz. Sério, amo lavar o cabelo e não saber como ele vai ficar. Também amo abrir o e-mail e ser surpreendia (nem que for pela promô da Sacks). Também amo conhecer gente nova do nada, tipo no supermercado. Surpresinhas mini me dão felicidade gigante. O cabelo foi só uma metáfora, grande porque não sei escrever pouco.

O meu é loiro. Rá!

Todo esse monte de texto pra explicar que viver com surpresa é sempre melhor. Remexer gavetas é sempre uma (re)descoberta. Ouvir outra vez uma música que você deixou de gostar é uma sensação diferente. Revirar sentimentos é quase um jeito novo de senti-los. Eu me viro do avesso quase todo dia. Faz bem.

P.S.: só não digo que nunca mais vou fazer progressiva porque, pra mim, cabelo cresce pra ser mudado, né?!





quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Envelhecer em filas... quem curte?



Filas nunca vão ser o melhor passatempo do mundo porque talvez sejam o pior jeito de passar o tempo.
Fila de banco é um saco. Quando não estão gigantes, tem sempre alguém encarando você. Tipo aquele dia que você se lembrou no último segundo de pagar a conta, pegou a primeira roupa que surgiu na sua frente e foi. Eis que, depois de cinco segundos em pé, você percebe que a blusa está furada. Ou você vestiu um short quando... a perna não está depilada e todo mundo da fila parece ter visto o seu drama, a comédia deles. Oh, ow!

Filas de restaurante self service nunca são agradáveis. Nada é fácil de esperar quando o estômago ronca. Pelo menos pra mim. Não dá pra aguentar aquela senhora que fica picando o rocambole de carne em pedacinhos ou escolhendo o brócolis mais verdinho. Aaai! Sem contar quem decide pegar o feijão, a alface e o bolinho de queijo com a mesma colher. Ah, e largá-la no espaço do peixe, of course (se bem que isso já não é problema de fila, é falta de educação pura)! Mas a fila do self service tem seu lado bom. Depois de passar poucas e boas ao enfrentá-las, tem sempre o dia recompensador, quando você não está com fome, nem com pressa. (E resolve apreciar as delícias que esse paraíso que mistura macarrão, arroz e batatonese na mesma refeição oferece.) É bem nesse dia que você entra e, logo atrás, chega uma nervosinha-desperada-pra-comer-rápido-e-sair-sem-deixar-rastro (igualzinha a você no dia anterior). Impossível não perceber a pressa alheia, a cara feia etc. etc. É bem por isso que você decide analisar cada alimento que vai pôr no prato, contar mentalmente as calorias e, lógico, escolher o brócolis mais verdinho. Um dia assim garante o prazer de um self service.

Esperar pra ser atendida em consultório médico também não é uma das melhores fontes de prazer. 1. Porque, se você for como eu, tem o dom de escolher os médicos mais concorridos e que sempre estão pelo menos uma hora atrasados. É como se o relógio deles andasse mais devagar que o nosso. 2. Por mais que você tenha certeza de que é o próximo a ser consultado, sempre a secretária chama outro que aparece do nada só pra estragar sua alegria. Incrível. Demora tanto que entrar pra ser examinada realmente vira uma alegria. Vai entender...
Tudo isso pra dizer que, sim, eu odeio filas, odeio esperar agilidade de pessoas lentas.

P.S.: Sim, eu vou ao banco. Odeio fazer coisas de banco pela internet. Sou antiga. E o fato do banco ser a duas quadras de casa deve ter algo a ver com isso.
P.S. 2: Escolhi a foto da fila no Vaticano pra ilustrar porque, senhor!, foi a maior fila que já vi na vida. Isso é que prova a fé do ser humano!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Eu S2 Going The Distance

De todos os meus vícios (doce de leite, séries engraçadas, música, cremes pro cabelo, esmaltes, academia...), comédias românticas devem ganhar a primeira ou segunda posição. Eu provavelmente já assisti a todas (e as que acho boas mais de 85 vezes), já vi até os maiores fiascos (leia-se Um Amor De Tesouro) porque acreditava na química do casal. Afinal, Kate e Matthew arrasaram em Como Perder Um Homem Em Dez Dias.
Comédias românticas cujo final sempre dão certo  (raro uma cujo final não dê certo, talvez só O Casamento do Meu Melhor Amigo) são meu ópio, fazer o quê?!

E agora uma nova acabou de entrar pra lista de vou-comprar-o-DVD-assim-que-ele-custar-R$ 15-na-Americanas: Amor À Distância, com a Drew Barrymore e o Justin Long. Desde que vi o trailer eu sabia que iria gostar e, pensando bem, o fato de eu ter gostado dela é a realidade da história toda. É romântica, claaaro, mas sem ser naquele esquema espreme-que-sai-calda-de-caramelo. Então, tá, vamos aos motivos de eu ter gostado tanto. Mas antes uma foto...
A dupla Drew + Justin
O fato de eles namorarem na vida real deve ter colaborado pelas trocas de olhares tão fofas. Mas admito: Justin (Garrett, no filme) olha com mais paixão/admiração. Na vida real, provavelmente ele é o que gosta mais no casal. Fato: fiquei com invejinha.

O fator realidade
Apesar de adorar esse gênero de filme, eu admito que alguns longas fazem você pensar “ah tá que é assim na vida real”. Mas isso não rolou com Amor À Distância. Tudo é bem possível de acontecer: as conversas no telefone até altas horas, os torpedos non-stop durante o dia, os vídeos vistos ao mesmo tempo no YouTube... É fofo porque é real, sabe?

As neuroses
Adoro quando Garrett pede um hambúrguer de peru sem o pão porque ele quer emagrecer pra encontrar a Erin (personagem da Drew) e quando ele morre de ciúme do amigo dela e tenta compensar nas piadas que são todas incrivelmente sem graça e constrangedoras.


Os diálogos
Um show à parte. E viciada-meio-nerd que sou, confesso que fui dando pause na segunda vez que assisti pra anotá-los. Logo no começo, Garrett briga com a namorada (não a Drew, uma coadjuvante aí...) e encerra a discussão com "então significa o que significa”, - ao assistir faz todo sentido, prometo!

E depois, Erin e Garrett conversando na praia:
“Às vezes acho que estar satisfeito é mais importante que a felicidade", Garrett
"Só dá pra ser feliz casando com o melhor amigo. Um faz o outro rir", Erin

O meu preferido é no aeroporto, quando eles se despendem pela primeira vez. Depois do abraço sufocado por um monte de coisas a dizer, Garrett saí correndo pra falar o que sente e, depois de um bláblá básico, vem:
"Aí você tinha que aparecer e estragar tudo", Erin
"Desculpe. Não tô pedindo que largue a faculdade ou se mude pra cá. Só tô pedindo pra nos vermos, não quero perdê-la. Danem-se os quilômetros. Danem-se”, Garrett (amo ele dizendo fuck the miles...)

Esse filme fecha super com a minha teoria (pois é, mais uma...) de que namoros a distância são um jeito ótimo de preservar o romantismo e a sensação de perder o fôlego que estar apaixonado causa na gente. É um sentimento que deixa a gente mais vivo e, quer saber?, estar ao lado todo santo dia não é garantia nenhuma. Assim como o Lulu Santos eu considero justa toda forma de amor e igual ao Cazuza eu também adoro um amor inventado. O fato é que amei o filme e ponto.

P.S.: pra variar, sou muito mais o nome em inglês: Going The Distance. Tem mais a ver.
P.S.2: toca Just Like Heaven, do The Cure, precisa falar mais alguma coisa???