quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Bons começos

Uma das coisas que eu mais gosto é começar. Começar qualquer coisa me deixa feliz. Quando eu era criança, começar caderno me deixava nas nuvens (ainda bem que a gente cresce e descobre outras coisas que nos deixa nas nuvens...). Eu prometia a mim mesma que aquele caderno merecia a letra mais linda do mundo e ia assim até o dia que percebia que estava mais interessada na fofoca da minha amiga do que em registrar a matéria... Aí fazia qualquer garrancho só pra ouvir a última-pérola-sobre-a-fulana-que-eu-mal-conhecia. Deve ter sido nessa hora que eu saquei uma coisa importante: prioridades, ué!

Os começos de filmes são outros começos bons. Sou louca pelo música da Twentieth Century Fox e me sinto a pessoa mais sortuda do mundo quando to zapeando e vejo que vai começar um filme. Pode ser besta. Pode ser American Pie 3 ou Um Amor de Tesouro, mas, se pego no começo, fico na obrigação de assistir pelo menos dez minutos. Pra não estragar a sorte, sabe?

Começo de vidro novo de hidratante, a mesma paixão. Eu nunca repito o mesmo cheiro porque adoro as nuances diferentes que uma fragrância nova parece fazer na minha personalidade. Pode ser imperceptível a olhos estranhos, mas quase sempre muda uma coisinha.

Novas paixões, então. E olha que nem me refiro aos homens (porque essas não mecerem só um parágrafo de um post). Tipo paixão por uma música nova (ou velha, mas que acabei de descobrir). A cada vez que eu ouço e percebo um detalhe e um rouquinho diferente na voz do vocalista, ouço de novo e de novo... Banda nova, a mesma história. Mas aí é um CD inteiro que tenho pra ouvir e descobrir rouquinhos, agudos e riffs sensacionais.

Outra nova paixão: um sabor diferente de sorvete. E eu percebo que poderia viver pra sempre daquele sorvete (sem comer nada salgado), nadar numa piscina cheia dele, enfim, virar criança e sujar o nariz enquanto toma sorvete. Até que eu enjoo e descubro outro.

Começar um livro é o principal dos meus começos preferidos. Você começa lendo sendo você mesma, mas não sabe direito como vai terminar, quem você vai ser no final. Livro bom, pra mim, é aquele que me deixa confusa comigo mesma. Vai ver por isso eu enrolo horrores pra terminar um livro, não quero me desprender de algo que mudou meu jeito de encarar as coisas. E encarar a mim mesma, acima de tudo.

Eu nasci pra começar. Vai ver por isso odeio pontos finais e amo segundas-feiras e nascer do sol.

Eu sempre penso "Yey!" quando vejo um sol chegando escandaloso assim

P.S.: Acho que todo começo é bom. O único começo ruim é o de guerras. Mas aí não é começo, é o fim da paz...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Teorias de casais


Eu adoro uma teoria. Não mais que Heineken gelada, não mais que um beijo bem dado, um dia quente de derreter, um abraço cheiroso, enfim... Mas gosto muito de viajar nas minhas próprias explicações. E modéstia à parte, eu tenho teoria pra tudo. Ou quase.
As minhas preferidas têm a ver com casais. Eu sou uma admiradora de gente que anda de mão dada e posso dizer quanto tempo de namoro ainda resta só de ver um casal sorrindo. Ãham. Ou acho que posso. Mesmo porque a teoria nem sempre corresponde à prática. Vou dar exemplos...

Casais que só ocupam espaço. Sabe gente que só veio ao mundo pra fazer volume? Tipo, aqueles namorados que sentam em um bar lotado, com uma galera esperando a mesa esvaziar (eu e meus amigos, provavelmente) e ficam lá na inércia (não que inércia seja ruim, mas a inércia dos parados é sim, senhores). Não conversam, não se pegam, bebem (quase sempre só o cara bebe) e a menina fica lá, cara de paisagem. Casais desse tipo têm tudo pra dar certo e ficar juntos eternamente. Se merecem. Só acho que podiam se merecer dentro das próprias casas e deixar a mesa pra mim. E para os meus amigos. Thanks a lot.

Casais que se pegam loucamente na balada. Do tipo que você quase pensa que é uma pessoa só. Esses não passam de uma noite. Motivo? Rá! O cara tá aproveitando loucamente e a menina, se dedicando, achando que encontrou o homem da vida. É impossível raro ser o contrário. No dia seguinte, o cara mal se lembra do nome da sujeita e a fulana fica duas horas com as amigas no telefone dizendo o quanto eles têm química. Vai por mim, álcool e uma pitada de carência enganam. Demais.

Casais que são superengraçados. Podem durar um tempo bom, mas vão terminar como amigos. No fundo, um não admite que a tirada do outro é melhor. Enquanto estão juntos, eles garantem uma noite de stand-up comedy aos amigos. Até que a piada definitiva aparece e um dos dois se irrite (porque a graça não veio dele). The end.

Casais que eram os mais populares do colégio. Vão terminar gordos e cheios de filhos. Provavelmente pobres, porque não estudaram, achando que a beleza compensa. E não mais felizes porque, quando se olham no espelho, querem voltar ao passado.

Uma coisa é certa, seja qual for o tipo, tire várias casquinhas enquanto durar. A gente nunca sabe o dia de amanhã...


Tem outros tipos, mas cansei de escrever. E você, de ler (é provável). Outro dia eu termino.

P.S.: uma teoria na qual eu acredito muito é que quem faz teoria de tudo não vive a coisa na prática. Não que eu esteja falando de mim... Claro que não. ;)