domingo, 30 de janeiro de 2011

Eu S2 Going The Distance

De todos os meus vícios (doce de leite, séries engraçadas, música, cremes pro cabelo, esmaltes, academia...), comédias românticas devem ganhar a primeira ou segunda posição. Eu provavelmente já assisti a todas (e as que acho boas mais de 85 vezes), já vi até os maiores fiascos (leia-se Um Amor De Tesouro) porque acreditava na química do casal. Afinal, Kate e Matthew arrasaram em Como Perder Um Homem Em Dez Dias.
Comédias românticas cujo final sempre dão certo  (raro uma cujo final não dê certo, talvez só O Casamento do Meu Melhor Amigo) são meu ópio, fazer o quê?!

E agora uma nova acabou de entrar pra lista de vou-comprar-o-DVD-assim-que-ele-custar-R$ 15-na-Americanas: Amor À Distância, com a Drew Barrymore e o Justin Long. Desde que vi o trailer eu sabia que iria gostar e, pensando bem, o fato de eu ter gostado dela é a realidade da história toda. É romântica, claaaro, mas sem ser naquele esquema espreme-que-sai-calda-de-caramelo. Então, tá, vamos aos motivos de eu ter gostado tanto. Mas antes uma foto...
A dupla Drew + Justin
O fato de eles namorarem na vida real deve ter colaborado pelas trocas de olhares tão fofas. Mas admito: Justin (Garrett, no filme) olha com mais paixão/admiração. Na vida real, provavelmente ele é o que gosta mais no casal. Fato: fiquei com invejinha.

O fator realidade
Apesar de adorar esse gênero de filme, eu admito que alguns longas fazem você pensar “ah tá que é assim na vida real”. Mas isso não rolou com Amor À Distância. Tudo é bem possível de acontecer: as conversas no telefone até altas horas, os torpedos non-stop durante o dia, os vídeos vistos ao mesmo tempo no YouTube... É fofo porque é real, sabe?

As neuroses
Adoro quando Garrett pede um hambúrguer de peru sem o pão porque ele quer emagrecer pra encontrar a Erin (personagem da Drew) e quando ele morre de ciúme do amigo dela e tenta compensar nas piadas que são todas incrivelmente sem graça e constrangedoras.


Os diálogos
Um show à parte. E viciada-meio-nerd que sou, confesso que fui dando pause na segunda vez que assisti pra anotá-los. Logo no começo, Garrett briga com a namorada (não a Drew, uma coadjuvante aí...) e encerra a discussão com "então significa o que significa”, - ao assistir faz todo sentido, prometo!

E depois, Erin e Garrett conversando na praia:
“Às vezes acho que estar satisfeito é mais importante que a felicidade", Garrett
"Só dá pra ser feliz casando com o melhor amigo. Um faz o outro rir", Erin

O meu preferido é no aeroporto, quando eles se despendem pela primeira vez. Depois do abraço sufocado por um monte de coisas a dizer, Garrett saí correndo pra falar o que sente e, depois de um bláblá básico, vem:
"Aí você tinha que aparecer e estragar tudo", Erin
"Desculpe. Não tô pedindo que largue a faculdade ou se mude pra cá. Só tô pedindo pra nos vermos, não quero perdê-la. Danem-se os quilômetros. Danem-se”, Garrett (amo ele dizendo fuck the miles...)

Esse filme fecha super com a minha teoria (pois é, mais uma...) de que namoros a distância são um jeito ótimo de preservar o romantismo e a sensação de perder o fôlego que estar apaixonado causa na gente. É um sentimento que deixa a gente mais vivo e, quer saber?, estar ao lado todo santo dia não é garantia nenhuma. Assim como o Lulu Santos eu considero justa toda forma de amor e igual ao Cazuza eu também adoro um amor inventado. O fato é que amei o filme e ponto.

P.S.: pra variar, sou muito mais o nome em inglês: Going The Distance. Tem mais a ver.
P.S.2: toca Just Like Heaven, do The Cure, precisa falar mais alguma coisa???



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Só meio copo de autoestima, por favor

Gente com excesso de autoestima nunca me atraiu. Não sei porquê, mas pessoas incrivelmente confiantes em seu potencial não sabem rir de si mesmas. Repara só.
Nenhum comediante seria engraçado o suficiente se fosse cheio de si mesmo. Duvido que o Jerry Seinfeld, o Fabio Porchat, o Danilo Gentili, só pra citar alguns, têm certeza de que são hilários. A graça da comédia é enxergar seu lado tosco, meio loser... Vai ver por isso o Roberto Justus não é engraçado, e se acha tanto que pensa até que pode cantar, néãm?



O excesso de confiança, na minha humilde opinião, atrapalha tu-do. Inclusive os músicos. Alanis Morisstte (eu sempre cito ela...) nunca teria escrito Narcissus se fosse superpoderosa. O Aerosmith nunca teria feito What It Takes (adoooro essa!), afinal excesso de confiança impede que você assuma ter levado um pezão de alguém, toda a essência dessa música... Sem contar o Kurt Cobain, ele nunca seria Kurt se fosse um tiquinho seguro de si. Se bem que o caso dele já é demais...
Enquanto a Beyoncé, pela nossa senhora da insegurança, como ela se acha nas letras, já reparou? I could have another you in a minute. Matter of fact, he'll be here in a minute (de Irreplaceble) e Some call it arrogant I call it confident. You decide when you find out (de Ego) são só dois exemplos clássicos da segurança-acima-de-qualquer-coisa que ela tem em si mesma. Uma mulher que leva um toco não tem tanta certeza assim de que, daqui a um minuto, vai surgir outro cara, por mais que as amigas digam que é o que vai acontecer, tenha dó! Não consigo simpatizar com isso...

É por isso que adoro as pessoas que não se acham. Não se acham de verdade, porque nada pior do que aqueles que só querem confete. Sorry, mas eu me recuso a jogar confete em marmanjos que só querem você na plateia deles. Não comigo, sir!
Gente com uma pitadinha (ou pitadona) de insegurança tem mais assunto, faz piada, se cuida mais e é 8.789 vezes mais interessante.

Vai ver é essa a explicação de porque todo-cara-lindo-do-colegial-vira-um-barrigudão-de-repente e de porque toda-menina-popular-vira-um-poço-de-celulite-antes-de-chegar-aos-vinte. Ou vai ver essa é a explicação de um ou dois casos. Mas eu acredito nela. Assim como acredito em E.T.s e finais felizes.



P.S.: tá, eu critiquei a Beyoncé, mas admito que Single Ladies é o máximo pra bombar uma festa. E também fico com o refrão grudado de Irreplaceble na cabeça... To the left, to the left, everything you own in a box to the left!




sábado, 15 de janeiro de 2011

Gosta ou não?

Sim, eu adoro Sex And The City. É uma das séries que mais entende as minhas neuroses. E acho mais interessante ainda como ela divide a opinião entre as mulheres. Sim, mulheres porque os homens hetero odeiam (normal, é muito bláblá mesmo. Mas eles têm Californication, meia hora de pura sacacanagem) e os gays amam (pelas roupas e, for sure, pelo blábláblá).
Acho até que poderíamos fazer uma classificação entre as mulheres. Além das categorias loiras falsas (oi!) e loiras naturais, morenas felizes e morenas que queriam ser loiras, com TPM às vezes e com TPM o tempo inteiro, sabem trocar lâmpada e não sabem, matam barata e correm de medo dela, vão à academia pra malhar (oi de novo!) e vão à academia dar em cima do admirar o instrutor, poderia surgir uma categoria (que diz muita coisa sobre nós mesmas) gostam de Sex And The City e não suportam a série.
Explico. 
Mas antes uma fotinha pro texto não ficar massante. Pois é, poder da síntese não faz parte dos meus superpoderes.


Quem curte (como eu e boa parte das minhas amigas, por isso falo com propriedade) tá sempre se perguntando será-que-é-isso-mesmo?, será-que-é-esse mesmo? Ou afirmando pra si mesma você-merece-um-cara-inteligente-não-esse-gordo-que-se-acha, compra-sim-aquela-bolsa-megacara-você-trabalha-pra-quê?... Enfim, as fãs da série nunca estão 100% satisfeitas por mais apaixonadas (e retribuídas), magras, com cabelo, roupa e sapato perfeitos e bem-sucedidas que estejam. A sensação de plenitude é meio ilusória, dura dois dias no máximo para nós, as fãs de Sex And The City. É como se, mesmo depois de 28 brigadeiros, a gente ainda precise de uma trufa. Porque a trufa não tem nada a ver com o briga, mesmo sendo de chocolate. Surreal demais? Bom, pra mim faz sentido...

Agora, quem não gosta. (Conheço poucas, mas sei desenvolver o achismo como ninguém...) Elas não ficam procurando pelo em ovo (como diria minha mãe) e andam em linha reta. Provavelmente nunca se perdem e sabem exatamente o que querem e merecem. Ouvem Beyoncé, a rainha das letras com autoestima exagerada. Elas sonham menos e sabem que essa história de príncipe encantado só existe na Disney. Quando levam um toco, não sofrem desproporcionalmente porque não criaram uma fantasia louca dentro da cabeça delas. Pé no chão, sabe? Que bom, porque eu não sei.
Não sei o que é melhor ser. Talvez eu quisesse fazer parte da categoria não-gosto-da-série, mas eu sou muito Carrie pra isso.

Outra fotinha antes do P.S.

P.S.: a melhor parte da série, pra mim, é que as personagens meio que são um pouco de cada uma de nós. Tipo:
Charlotte: ela sonha em casar, ter filhos, sossegar. Casar e ter filhos não fecham com os meus sonhos, mas se sentir protegida talvez... Será contratar um segurança?! :S
Miranda: ela se joga no trabalho pra esquecer o coração. Atire o primeiro CD da Mariah Carey do Coldplay quem nunca fez isso.
Carrie: a rainha de desenvolver teorias, ficar na dúvida e afogar a mágoa em sapatos. No meu caso, bolsas, anéis e esmaltes.
Samantha: rá! No fundo, é a mulher-ficção que todas nós queríamos ser. Pelo menos em algum momento da vida!


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Um livro que me pegou


Eu comprei Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, do Jonathan Safran Foer (editora Rocco) faz uns três anos e ele foi pra gaveta-de-livros-que-merecem-ser-lidos depois da ótima crítica. Mesmo que não tivesse uma crítica boa, só pelo nome eu já leria. Meu deixou curiosa. E curiosidade em jornalista, sabe cumé... Só que outros livros foram entrando na frente dele, até que no finzinho do ano passado eu o tirei da gaveta. Grande erro. Ele nem merecia ir pra gaveta.
A história é ótima, fala de Oskar, um menino de nove anos que perde o pai no atentado às torres gêmeas. O pai deixa uma chave em um vaso num envelope escrito Black e, tchãrãm, Oskar sai por toda Nova Iorque tentando descobrir o que a chave abre.
Lendo assim, tão mastigado, parece mais uma dessas histórias que mostram como os EUA sofreram depois do atentado, tão ingênuos, né?
Pode até ser, mas a história prende. Há cartas (lindamente) escritas durante o bombardeio de Dresden na Alemanha, durante a Segunda Guerra, do avô e da avó de Oskar. Sem contar que Oskar é um dos personagens mais cativantes da literatura recente (e que eu conheço, não conheço tudo infelizmente). É daqueles garotinhos que todo mundo zoa no colégio por ser tão inteligente. O pai era o melhor amigo, com quem ele ficava caçando erros no New York Times... Se você não tem alma nerd, pode ser que não curta. Mas se tem, se joga.
E logo, porque a Warner já comprou os direitos, a Paramount já fez o roteiro e, por mais que eles mandem bem, as imagens que esse livro montou na minha imaginação são especiais demais.
Uma notícia me deixou com (mais?) expectativa pro filme: Tom Hanks e Sandra Bullock já assinaram o contrato. Pra mim, eles só podem ser a mãe e o pai de Oskar. O problema é criar muita expectativa, né?

P.s.: Como todo livro bom, esse tem algumas frases que me deixaram pensando mais do que deveria, tipo:

“Passamos a vida ganhando a vida”

“O que você acha que está acontecendo?”. “Sinto demais. É isso que está acontecendo”

“Timidez é quando você desvia o rosto de algo que quer. Vergonha é quando você desvia o rosto de algo que não quer”

“É a tragédia de amar: nada pode ser amado com mais intensidade do que aquilo que nos faz falta”

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Em defesa dos casais que combinam

Eu juro que acredito no amor eterno. Tenho certeza de que talvez não aconteça comigo, isso nem entra em pauta. Mas com os outros... Eu sou sempre a defensora dos casais que combinam. Ou que eu acho que combinam. E acaba com o meu dia saber que duas pessoas made for each other não estão mais juntas.
Tipo:

Brad Pitt e Jennifer Aniston. 
Provavelmente eu fui (depois da Jen, é claro) a pessoa que mais se chateou com o fim deles. Os dois loiros, lindos, fofos, casados... Ele até participou do episódio de Friends! Snif, snif... Até hoje não superei. A Jolie que não cruze o meu caminho ou eu puxo o cabelo dela. Ou só olhe feio na direção dela. Eu sou meio covarde.
                                A cara dela de meu-marido-é-o-máximo hoje me faz questionar os finais felizes. Odeio isso!

Alanis e Ryan Reynolds. 
Ele é lindo, ela não é tão linda, mas é o máximo e ficava mais linda perto dele. Claro que não durou e surgiu a peituda bela Scarlett Johansson no meio do caminho. Arrrrrrr! O casal 100% beleza não está mais junto, mas de que adianta? Agora Alanis já tá em outra e é mamãe. P.S.: o CD de dor de cotovelo que ela escreveu pro Ry-Rey, Flavor of Entaglement, me arranca lágrimas!
O sorriso dela demorou pra ser assim de novo. Aposto :(

Courteney e David Arquette
Ela é linda, ele, engraçado e ficava mais bonito perto dela. Tenho certeza de que o bom humor dominava o dia a dia deles. Quem sabe eles não se acertam! Não quero ter vibrado em vão quando ela acrescentou o sobrenome dele inclusive nos créditos de Friends!
      Ok, vou admitir. Nesta foto ele não ficou mais bonito. Mas é simpático ;)


Sandra Bullock e Jesse James. 
Fisicamente, os dois eram meio nada a ver. Mas o jeito como se conheceram foi fofo, adorava ler ela dizendo como se sentia segura perto dele. Até que veio a sacanagem do Jesse. Òóódio! Ela não merecia!
                                        Adoro fotos de casais rindo um para o outro, sem estar nem aí pra câmera

Agora, um casal que eu sempre quis que ficasse junto: Tom Hanks e Meg Ryan, claro que antes das plásticas que deformaram o rosto dela. Não tem como assistir a Sintonia de Amor e Mensagem Pra você e não querer o happy end deles na vida real. Os dois nem precisavam de beijo na boca pra mostrar como tinham química...
Eu sempre, sempre perco uns três litros de lágrimas em Mensagem pra Você. Sou chorona e daí?

P.S.: Ah se eu fosse a roteirista da vida desses casais

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O porquê de eu adorar a Alanis...

Eu tive uns gostos estranhos pra música na adolescência, quem não teve? Dããã! Mas comecei a gostar da Alanis Morissette lá pelos 13 e hoje, uns dois anos depois ;), eu gosto ainda mais, posso dizer que amo. Ela nunca me deixa na mão e tem sempre uma música perfeita pra descrever uma fase, um sentimento, uma ideia vaga...
Minha fase preferida dela ainda é a do primeiro CD, Jagged Little Pill, raivosa, nervosa, pronta pra ir pra cima do Mr. Duplicity em You Oughta Know. Também amo Under Rug Swept, Precious Illusions é minha preferida desse.
Gosto tanto da Alanis que até tirei o Ryan Reynolds da minha lista de homens ma-ra-vi-lho-sos quando ele a largou pela loira-que-se-acha-a-marilyn.
Como se não bastasse ela extravasar a tristeza em músicas liiindas, ela ainda posta vídeo zoando o Black Eyed-Peas, é ecologicamente correta e participou de Sex and The City. Tenho certeza de que ela seria uma das minhas BFFs se me conhecesse! Hehehe...
Na trilha sonora da minha vida, tem pelo menos umas três músicas dela! Ainda não decidi quais.

Só pra fechar, os melhores trechos das minhas músicas preferidas. Se bem que essa coisa de preferida comigo muda fácil, amanhã podem não ser mais essas. Mas enfim...

Day one, day one
Start over again
Step one, step one
I'm barely making sense for now
I'm faking it till I'm pseudo making it
From scratch begin again but this time "I" as "I"
And not as "we”
(Not As We)

Wait a minute, man
You mispronounced my name
You didn't wait for all the information
Before you turned me away
Wait a minute sir
You kind of hurt my feelings
You see me as a sweet back-loaded puppet
And you've got a meal ticket taste
(Right Through You)

This ring will help me yet,
As will you, knight in shining armor.
This pill will help me yet,
As will these boys,
Gone through like water.
(Precious Illusions)

I don't want to be your other half I believe that 1 and 1 make 2 (…)
I don't want to be the glue that holds your pieces together
I don't want to be your idol
See this pedestal is high and I'm afraid of heights
(Not The Doctor)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A sorte (?) de ter boa memória

A capa da Vida Simples deste mês me pegou, eu quase ouvi a chamada principal (O passado é uma prisão) me dizer: me compra logo. Pois é...
Devorei a revista em duas horas, numa viagem chuvosa. Melhor companhia? Impossível.
Ao que interessa então: com o título de A danada da nostalgia, a matéria de capa era exatamente o que eu precisava ler. Descobrir que nostalgia era tratada antigamente como doença por causar náusea, perda de apetite e outros sintomas foi engraçado, se não fosse trágico, só pra não perder o clichê das frases feitas. (Credo, tomara que eu não esteja soando tão sofrida como soou pra mim mesma). Mas a cereja do bolo dessa matéria foi uma frase simples: “nostálgicos são geralmente pessoas de sentidos mais apurados”.
That’s me. Eu viajo e perco a hora de voltar num simples cheiro de feijão bem temperado com alho e louro, deixo tudo de lado pra voltar num momento que uma tal música me remete, enfim... Juro até que acho que o meu sexto sentido anda falante demais. Bruce Willis faria um filme novo comigo. Ãham.
Foi aí que fiquei com uma pitada de inveja das pessoas que seguem seeempre em frente e não olham pra trás. Ou será que essas pessoas só não floreiam demais o que já passou? De qualquer jeito, invejinha.
Porque eu faço do meu passado um vestido de estampa liberty, um pouco pela minha ótima memória, um pouco pela overdose de comédias românticas e a maior parte por apagar rápido a parte ruim das lembranças. O que só raramente é um dom.
Às vezes eu acho que as pessoas que mais se sentem felizes pensam pouco e se contentam com menos ainda. Queria ser desse jeito. Ou pelo menos ter a certeza do que eu quero. Se bem que acho que tenho. Será?

Mais um blog no mundo

Vai ver eu resolvi ter um blog porque não aguentava mais as vozes gritando na minha cabeça (e elas me atormentam, viu!). Ou vai ver me deixei influenciar, não sei... E também um blog a mais no mundo não vai poluir como um carro. Só sei que de repente a ideia me pareceu divertida e, como meu computador estava cheio de textos, nem foi preciso esforço. Foi só dar um fim aos tremas e acentos não mais bem-vindos, dar um update em algumas ideias (eu, hein! Como mudo de opinião) e pronto. Até agora não escolhi um tema, mas isso limita demais, então meu blog vai ser bem como a dona: confuso, sem nexo, às vezes engraçado, mal-humorado por dois ou três minutos, inteligente nos anos bissextos e 100% do tempo devoto a Johnny Depp, ao Corinthians e às comédias românticas com finais felizes (meu clichê favorito!). É isso! Se curtir, pode comentar. Se não curtir, só não seja tão evil. Tô muito sensível esses dias.
Beijos!

P.S.: Eu não tinha nome para o blog. Aí minha sábia amiga disse: “por que não maritaca?”. É o apelido que ela (carinhosamente, espero) me deu por... falar demais. Achei que fez todo sentido, afinal isso aqui não passa de um blábláblá que não cabia mais no Twitter. Como maritaca já estava ocupado, ficou maritaqueando mesmo, ué.