Juro que eu não queria ter presenciado a briga homérica do casal na rua aqui de casa, mas num mundo onde o Big Brother dá (ou dava?) ibope, quem pode me julgar? Sem contar que eu sou uma estudiosa (ou só curiosa mesmo...) das relações amorosas. Então, quando cheguei da academia e me deparei com a menina berrando com o namorado, eu diminuí o passo... Assumo, e quando cheguei em casa, abri a janela porque 1. estava calor e 2. queria continuar ouvindo a discussão. Sou culpada.
Eu quis muito ter me metido na discussão porque a garota era uma típica menina que ama demais. Ai, como dá vontade de fazer lavagem cerebral nesse tipo... Sabe aquela garota que a vida toda dela gira em torno do namorado? Era ela. Quer dizer, não sei, não conheço o casal, mas ela berrava: “olha nos meus olhos e fala que você NÃO estava lá”. Ela sabia que tinha sido traída. Daí vem minha indignação. Não briga, dá as costas, diz tchau, caramba. Quanta humilhação por um cara que respondia: “Sai agora do meu carro”. Ela saiu e continuou gritando. O cara ficou dentro do carro, provavelmente com a mão na chave pra dar a partida e vazar...
Aí eu passei o resto do dia imaginando o que se passou na cabeça da fulana traída. Ela queria ser enganada, queria um pedido de desculpa, queria qualquer migalha de um falso arrependimento só pra continuar na felicidade de ter um namorado. Será que ela se acha tão pouca coisa assim? O problema não é ela ser assim, o problema é que existe um montão de mulher assim. Mulheres que amam ser enganadas e se enganar achando que tem alguém que as ame.
Dizem que tá sobrando mulher no mundo e faltando homem. Pode ser mesmo. Mas se eu fosse um cara, ia passar longe dessas fulanas que montam seu castelinho de areia em torno dos namorados. Também passaria longe dessas que se vestem com roupas microscópicas na balada, que bebem e falam gritando, que acham que gostar de futebol as permite falar palavrão e coçar aquilo que nem têm. Principalmente, passaria longe daquelas que não sabem o que é amor-próprio e daquelas que só conhecem o espaço em torno do próprio umbigo. Quantidade nunca foi sinônimo de qualidade. Mesmo.
P.S.: ainda tô pensando no fim da história da menina da minha rua. Eu acho que ela deve ter pedido desculpa pelo escândalo e pedido pra continuar com o cara. Ele aceitou porque sabe que pode chifrá-la quando bem quiser. Triste. Mas quem sou eu? Só alguém que faz trezentas teorias num dia só...


