segunda-feira, 18 de julho de 2011

MSN (ou o museu dos seus contatos)

Dá uma sensação estranha quando você fica on-line no MSN e percebe o tanto de gente com quem deixou de ter amizade. Nem por briga ou qualquer desavença, só porque parou de ter contato, mudou de cidade, de gostos, de rotina, de vida mesmo.
Quando você entra e vê que os únicos on-line são os ilustres conhecidos-agora-desconhecidos, você acaba caindo naquele silêncio constrangedor, seu e da sua história (das suas lembranças, das suas risadas e das suas paixonites, dos seus contatos para as festas imperdíveis mais perdíveis do mundo...).
A vida vai mudando e o MSN funciona como o cemitério de antigos amigos. Eles estão lá, vivos, disponíveis, ocupados, ausentes, mas estão lá. Eu nunca tive coragem de deletar ninguém, mesmo sabendo que nunca mais vou falar, porque é um capítulo ou algumas frases da minha vida que eu acabaria deixando pra trás. Não dá.
O MSN é a prova virtual (bem real) de que vamos nos tornando desconhecidos pra nós mesmos. Pra conhecer mais gente e se conhecer mais também. É um dos sinais de que o mundo gira. E como!
Tipo, tchau, hein!

P.S.: Facebook não é museu. Você vê tudo o que seu amigo distante posta e ele vira próximo de um jeito bizarro.