segunda-feira, 25 de abril de 2011

O mistério da calça branca


Eu dou conta de entender várias coisas, vários mistérios. Das vírgulas às crases, dos sujeitos ocultos ao sujeito perdido que cruza o meu caminho e não desempaca (modo de dizer... Ou não?). Do fator-supresa dos meus cachos em dias de chuva ao fato de o Corinthians ser o time do meu coração sem nem chegar perto da Libertadores (paixão é meio besta mesmo, ué). Mas não entendo o porquê de alguém gostar de calça branca.

Isso mesmo. Calça branca. Não calça jeans claro nem calça jeans cinza-clarinho. Tô falando daquela calça que só médicos, dentistas e enfermeiros deveriam ter a permissão de usar. A não ser que você tenha o dom de ser megafashion e saber combiná-la num look que saia na parte dos certos das revistas de moda. Nesse caso, desculpa aí ;).

Calça branca pra mim sempre vai ser a calça que os homens usam todo ano no Baile do Havaí lá de Leme, minha cidade natal. Usa uma vez, lava (eu espero) e volta a guardar pra daqui a 365 dias. Ou nem lava, eu às vezes via umas amareladas dançando pelo Clube Empyreo. Calça branca, na minha cabeça (que pensa muita coisa desnecessária, tipo esse post), tem a ver com camisa florida, colar havaiano e mesa de frutas. Não falo mal, é traje obrigatório do Baile do Havaí. Mas se vejo um homem com calça branca (sem parecer médico ou outra profissão da área de biológicas) vou achar que ele acabou de sair da festa. Nem que o baile tenha acabado há seis meses. Referências recheiam os nossos pensamentos. Fazer o quê?

Agora, as mulheres, essas sim eu não entendo. Por que, Santa Maria do Jeans Justinho, elas insistem em vestir essa maldição peça? Eu só vejo contras...
1. Vulgaridade. Quando é justa marca horrores a calcinha, que sempre precisa ser naquela cor brochante neutra, nude (porque falar bege brocha ainda mais). Marca a celulite, marca a alma! Deve marcar até a celu da Gisele Bündchen, que nem tem.

2. Dá chance ao perigo. Sim, usar calça branca em períodos menstruais. Dispensa comentários.

3. Suja que é uma desgraça. Tirou do guarda-roupa, sujou. Nem tente comer um cachorro-quente, um pastel ou qualquer coisa que não seja gelo ou água. Se você tentar, a lei de Murphy vai atrair a comida pra sua calça. Ôh, se vai! Junto com toda a poeira do universo, é claro.

Calça branca é Baile do Havaí e pronto. Ninguém que não é das biológicas e não vai ao Baile de Leme deveria poder entrar numa loja e comprar a calça. Eu acho que ela fica entre o havaiana-desce-que-desce (lembra o É O Tchan? hihihi) e o pai-de-santesco.

P.S.: eu já tive uma calça branca na adolescência. Com flores pink bordadas. E já beijei uns meninos de calça branca. O Baile do Havaí me traumatizou...
P.S. 2: eu uso saia e short brancos sem problemas.

sábado, 16 de abril de 2011

Cheiro de começo


Poucos cheiros me deixam mais feliz do que o de café. Abrir um saco novo de pó de café de manhãzinha me faz querer acabar logo com ele pra abrir um outro.
Acordar na casa da mamis com cheiro de café funciona mais do que o Johnny Depp me chamando de sweetie no ouvidinho. (Parênteses pra realidade: claro que funciona mais, eu nunca acordei com o Johnny no ouvido...)

Esse amor todo (pelo café, tá?) deve ter a ver com aquela história de memória olfativa. A lembrança mais antiga que tenho de café é de quando era beeem piralhinha e fazia minha mãe me levar pra casa da vó Ana e tomar café com ela. Hoje eu sei que o café da vó é o mais forte que já bebi na vida. Perto do dela, o meu é quase forte. Perto dos outros, o meu é forte, sim.
Café fraco pra mim é coisa de covarde, de gente que não demonstra sentimento. Aqueles copos gigantes de café que a gente vê em seriado dos EUA é enrolação, ninguém tomaria um copão daqueles do café da vó Ana impunemente, sem ficar o resto do dia acordado – e animaaaado. Café fraco é tão ruim que, sério, jamais namoraria um apreciador de chafé.
Outra coisa que não combina é essa coisa de coffee-to-go. Pra mim, café tem que ser tomado na xícara, enquanto você se embola no jornal ou enquanto você aprecia a vista da sacada. Se estiver chuviscando e for domingo, então, a felicidade é plena.
Já vou avisando que dizer que gosta de café e só misturar Nescafé no leite não faz uma pessoa ser apreciadora de café. Não mesmo, café solúvel não tem nada a ver com café.

Eu sinto vontade de um cafezinho toda hora, até à noite. Eu posso ter acabado de tomar o último gole, mas se vir uma propaganda (daquelas com família na mesa de toalha branca e o dito-cujo saindo de um bule de louça), vou ter que tomar café de novo.
Café combina com pãozinho crocante, com caneca velha ou nova, com lotação ou solidão em casa, com pijama, com dia de chuva, com John Mayer tocando baixinho no rádio... Café, pra mim, é oficialmente a bebida que faz o dia nascer feliz (né, Cazuza?!) e que faz carinho na alma. Na minha, pelo menos. Café é meu pretinho básico e vital.

P.S.: café é refeição. Capuccino é sobremesa ;)

Sentiu o cheiro?!

sábado, 9 de abril de 2011

Poupe saliva. Diga na camiseta

Eu adoro camisetas divertidas. Com cartoons (claro que posso gostar delas, eu tenho 15 anos ainda) e com frases. Sério, alguém deveria inventar uns adesivos pra você colar na sua t-shirt dependendo do humor com que acordar. Imagina como isso facilitaria as relações.

Se o fulano está usando algo tipo: “Don’t make me kill you... I hadn’t have my coffee yet”, é óbvio que você muda de calçada e fingi que nem o viu.
Mas se na camiseta do fulano está escrito “Nothing but blue skies on my way”, você está liberada pra lançar-lhe um olhar sorridente. Ou até uma piscada se ele for moreno, nem alto nem baixo, magro definido e com dentes bem brancos (ui, minhas preferências).
Se o cara lindo da balada usa algo como “Mr. Heartbreaker”, você já sabe que a coisa toda não vai passar de uma ficada. Melhor nem adicioná-lo no Facebook. Vai por mim.
Perfeita pra usar depois de uma macarronada!


Pena que a vida não é tão fácil assim. A sorte é que algumas coisas são bem óbvias e você já pesca na segunda frase de alguém. Por exemplo, o heartbreaker que só te chama de “linda” (e você sempre se pergunta, ele sabe meu nome?) e gente mal-humorada que você já percebe pelo jeito de respirar…

Eu usaria várias frases, mas de cara pensei nessas...
"Quem ama cuida. E monitora as redes sociais dele" (pro fulano ficar esperto e não fazer besteira, sabe?)
“Future Mrs. Depp” (qualquer parênteses aqui fica redundante)
“Eu não tenho chapinha... (aí nas costas) Só tomo vinho francês” (ótima para dias chuvosos, quando meu cabelo declara mesmo que não tem chapinha)
“Se sente, fala (aí nas costas) Eu não tenho bola da cristal” (meio perigosa caso você passe com ela por uma construção cheia de pedreiros sinceros)
“Future ex-girlfriend” (principalmente quando o cara estiver torrando sua paciência)
“Corintiana fiel. E amiga da Fiel” (quero só ver me provocarem... Rá!)
“Prefiro desperdiçar dinheiro a sentimento” (quem já alojou alguém em vão no coração sabe do que eu estou falando)
“Só abraço caras cheirosos” (sim, sim! Você não?)
“Sorte. Não. É. Pra.Quem.Quer” (nem nunca vai ser, snif!)

P.S.: Eu jamais vestiria uma camiseta com os dizeres “Sexy”, “Classy” e similares. Esse tipo de coisa, quando é (auto)dita claramente, soa falso. Ninguém sexy precisa de uma camiseta avisando isso, né?
Claro que só coloquei essa foto porque é muito, muito engraçada