quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Minha mãe mandou eu escolher... Qual?

Porque a vida pode ser um café da manhã de hotel (bom, é claro)...

Essa história de independência faz meus olhos brilharem. Acho o máximo não ter que explicar algumas decisões. Mesmo porque pra me explicar a mim mesma é difícil, imagine alguém entender o que se passa no labirinto da minha cabeça... Não existem palavras suficientes.
Como diria a minha mãe, “você se perde fácil”. Eu me perco mesmo, em Bauru, em Leme, em São Paulo, em shoppings pequenos e grandes, em Praga, em qualquer lugar do mundo. Se fosse pra definir meu status na vida, perdida certamente é a palavra.
Não acho isso ruim, acho o máximo porque se perder faz você descobrir coisas novas e isso é sensacional (nem que a novidade no caso seja um sorvete de goiabada e requeijão).
Talvez a coisa em que eu mais me perca seja na hora de me decidir. É porque, repara só, você toma um milhão de decisões no dia. Café com pão? Iogurte e frutas? Café com pão e frutas com iogurte? Calça ou saia pra trabalhar? Ler jornal antes ou depois da academia? Emburrar com o que deu errado ou desencanar e partir pro futuro? Sorrir ou rir alto? Feist ou Regina Spektor pra ouvir à noite? Decidir que já era ou dar uma nova chance?
Péssima é a sensação de que você anda guardando emoção/opção pra ser gasta no futuro X. Por isso, eu sempre como demais (como se decidir entre lasanha e canelone? Venham os dois, ué!), ouço música demais (Feist, Regina Spektor, Mariah Carey e Carole King na mesma playlist... hihi!), tomo café seguido de capuccino (#fato, nunca vi ninguém morrer por excesso de café) e vou até o fim nos sentimentos. Mesmo que o fim não seja bem o fim das comédias românticas. O que não suporto é pensar no futuro imperfeito. Eu jamais poderia: ou eu posso ou não posso. Coisas mal-resolvidas não existem, elas estão resolvidas e você que não percebeu (é sim, pensa duas vezes!).
O exagero é o máximo. E o mundo é exagerado mesmo, a gente é que tem a cabeça mesquinha olhando só em frente, quando os lados estão lotaaados de opção.
Independência é escolher e voltar atrás porque não era bem o que você pensava que fosse. Só não tem a ver com independência quando jogamos tudo no futuro imperfeito. Aí é covardia.

P.S.: eu não sou covarde. Eu só fico chateada de não poder abraçar o mundo num abraço só ;)
P.S. 2: essa minha vontade de abraçar o mundo me dá indigestão depois do café da manhã de hotel. Eu sempre exagero!

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