Ela era viciada em esmalte. Não se controlava perto de vidrinhos de nome bizarros e cores quase iguais às que já tinha. Ela comprava por causa da criatividade no nome. Passava boa parte do tempo lendo romances melosos em busca de recuperar o lado romântico perdido (ou seria: sugado por idiotas?). Quando enjoava dos romances (excesso de doce enjoa, ué), corria para o caderno de esportes e sabia a escalação do seu time. Ou mais ou menos isso.
Ele não gostava de futebol e fazia um estilo alternativo. Nerd assumido, tímido na medida certa, com aquele jeito de sorrir olhando pra baixo que quase parece pedir um beijo. O fato é que tudo o que ele pedisse ela daria sem problemas. O único problema é que ele não pedia e ela era orgulhosa (durona, como adorava dizer) demais pra oferecer. A vida dele era um mistério pra ela, igual ao sorriso e ao jeito de olhar. Bem por aí.
Ela adivinhava o final dos filmes depois de 10 minutos. Ele gostava de discutir o porquê dos finais. Ela odiava discutir qualquer coisa, ele gostava. Mas ela gostava da cara de inteligente dele, então deixava passar.
Depois de muito conversar, muito beber e mal pararem em pé, se beijaram, se beijaram e se beijaaaaram um pouco mais. E esse não foi o final feliz. Foi só o começo da confusão. Por quê? Ué, ela se fantasiava de indiferente, mas ele era indiferente de verdade.
Eu acredito que uma imagem vale mais que todo esse texto (do site designlov.com)
P.S.: Messy feelings

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Só tome cuidado com o excesso de sinceridade ;)