Até hoje eu tento encontrar sentido em algumas bizarrices do mundo, mas por mais que eu pense, a dúvida segue...
Assim, tipo a Mafalda
Grupos de pagode
Repare só, no palco de um conjunto desse gênero (sério? sub-Gênero?!) musical. Você vai encontrar no mínimo 12 integrantes ou mais – sem contar os bailarinos e periguetes bailarinas. Quando as bandas que mais fazem música boa de ouvir não precisam de mais que quatro ou cinco pessoas (oi, Foo!). Pra mim, os pagodeiros têm tantos integrantes porque funciona mais ou menos assim:
_ Oi, primo. Cara, perdi o emprego, diz o primo sem dotes musicais
_ Ah, tô montando um grupo. Os churrascos me inspiraram. Bora fazer parte?, diz o que acha que tem dons musicais
_ Pãtz, mas não sei tocar nada...
_ A gente improvisa!
E aí vai juntando a família desempregada, o vizinho que acha que tem melodia e beleza tristeza geral. Fez-se um grupo que, em um futuro próximo, vai ocupar a plateia, enquanto os fãs ficam no palco.
A cruz e a igreja católica
Ok, Jesus cristo foi crucificado pra salvar a humanidade. Ele sofreu na cruz. Aí a mesmíssima cruz vira o símbolo dessa religião. É como se todo mundo gostasse de sofrer ao venerar a cruz. Valorizar a dor? É como se todo mundo precisasse sofrer pra ser feliz. Eu não consigo entender. Acredito em deus e algo acima de tudo, mas o meu deus não pede meu sofrimento em troca da minha alegria. Nem me faz ir todo domingo rezar por ele, na casa dele. O meu deus prefere que seja boa a quem está perto de mim, faça o meu melhor e tenha em mente que sou sortuda por tudo o que tenho – e não tô falando do meu guarda-roupa lotado.
Calvin é o dono das melhores sacadas sobre o dia dia
Lutar por amor
Sério? Isso me soa tão medieval... O senso comum adora falar que aquilo que vem da nossa luta, do nosso suor, do nosso sofrimento (olha o item acima aqui de novo...) tem mais valor. Não acho. Eu sou completamente aberta a adorar e valorizar tudo aquilo que vem fácil. Mas vou focar no amor.
Por que ficar lutando, se matando por dentro por alguém que não lhe mostrou respeito, reciprocidade e a descartou do mesmo jeito que faz com uma sacola de supermercado furada? Deixe ir. Esse foi o aprendizado mais difícil que eu saquei, depois de algumas cabeçadas, é claro.
As coisas certas aparecem e se encaixam com uma naturalidade e uma força admiráveis. Não que eu ache que o destino comando tudo, você faz sua parte. Mas se a outra parte não faz esforço, quão burros somos nós que ficamos correndo rastejando atrás? Ah, parei com isso!
P.S.: eu também não entendo porque a serotonina que vem da malhação é melhor e mais longa que a do chocolate, por que unhas e cabelo crescem mais no calor e por que gosto tanto do Corinthians. Mas essas dúvidas eu simplesmente aceito, sem questionar.
Calvin, um dos meus filósofos preferidos...



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Só tome cuidado com o excesso de sinceridade ;)