De todos os meus vícios (doce de leite, séries engraçadas, música, cremes pro cabelo, esmaltes, academia...), comédias românticas devem ganhar a primeira ou segunda posição. Eu provavelmente já assisti a todas (e as que acho boas mais de 85 vezes), já vi até os maiores fiascos (leia-se Um Amor De Tesouro) porque acreditava na química do casal. Afinal, Kate e Matthew arrasaram em Como Perder Um Homem Em Dez Dias.
Comédias românticas cujo final sempre dão certo (raro uma cujo final não dê certo, talvez só O Casamento do Meu Melhor Amigo) são meu ópio, fazer o quê?!
E agora uma nova acabou de entrar pra lista de vou-comprar-o-DVD-assim-que-ele-custar-R$ 15-na-Americanas: Amor À Distância, com a Drew Barrymore e o Justin Long. Desde que vi o trailer eu sabia que iria gostar e, pensando bem, o fato de eu ter gostado dela é a realidade da história toda. É romântica, claaaro, mas sem ser naquele esquema espreme-que-sai-calda-de-caramelo. Então, tá, vamos aos motivos de eu ter gostado tanto. Mas antes uma foto...
A dupla Drew + Justin
O fato de eles namorarem na vida real deve ter colaborado pelas trocas de olhares tão fofas. Mas admito: Justin (Garrett, no filme) olha com mais paixão/admiração. Na vida real, provavelmente ele é o que gosta mais no casal. Fato: fiquei com invejinha.
O fator realidade
Apesar de adorar esse gênero de filme, eu admito que alguns longas fazem você pensar “ah tá que é assim na vida real”. Mas isso não rolou com Amor À Distância. Tudo é bem possível de acontecer: as conversas no telefone até altas horas, os torpedos non-stop durante o dia, os vídeos vistos ao mesmo tempo no YouTube... É fofo porque é real, sabe?
As neuroses
Adoro quando Garrett pede um hambúrguer de peru sem o pão porque ele quer emagrecer pra encontrar a Erin (personagem da Drew) e quando ele morre de ciúme do amigo dela e tenta compensar nas piadas que são todas incrivelmente sem graça e constrangedoras.
Os diálogos
Um show à parte. E viciada-meio-nerd que sou, confesso que fui dando pause na segunda vez que assisti pra anotá-los. Logo no começo, Garrett briga com a namorada (não a Drew, uma coadjuvante aí...) e encerra a discussão com "então significa o que significa”, - ao assistir faz todo sentido, prometo!
E depois, Erin e Garrett conversando na praia:
“Às vezes acho que estar satisfeito é mais importante que a felicidade", Garrett
"Só dá pra ser feliz casando com o melhor amigo. Um faz o outro rir", Erin
O meu preferido é no aeroporto, quando eles se despendem pela primeira vez. Depois do abraço sufocado por um monte de coisas a dizer, Garrett saí correndo pra falar o que sente e, depois de um bláblá básico, vem:
"Aí você tinha que aparecer e estragar tudo", Erin
"Desculpe. Não tô pedindo que largue a faculdade ou se mude pra cá. Só tô pedindo pra nos vermos, não quero perdê-la. Danem-se os quilômetros. Danem-se”, Garrett (amo ele dizendo fuck the miles...)
Esse filme fecha super com a minha teoria (pois é, mais uma...) de que namoros a distância são um jeito ótimo de preservar o romantismo e a sensação de perder o fôlego que estar apaixonado causa na gente. É um sentimento que deixa a gente mais vivo e, quer saber?, estar ao lado todo santo dia não é garantia nenhuma. Assim como o Lulu Santos eu considero justa toda forma de amor e igual ao Cazuza eu também adoro um amor inventado. O fato é que amei o filme e ponto.
P.S.: pra variar, sou muito mais o nome em inglês: Going The Distance. Tem mais a ver.
P.S.2: toca Just Like Heaven, do The Cure, precisa falar mais alguma coisa???
P.S.2: toca Just Like Heaven, do The Cure, precisa falar mais alguma coisa???



Mari, comédias românticas são TDB!
ResponderExcluirMaas, eu sou muito apaixonada por romances, mesmo naqueles em que o personagem principal morre. Eu chorei muuito até em Titanic! E também em Um amor para recordar e PS: Eu te amo ...
Ameei o seu Blog, linda *__*