Sim, eu adoro Sex And The City. É uma das séries que mais entende as minhas neuroses. E acho mais interessante ainda como ela divide a opinião entre as mulheres. Sim, mulheres porque os homens hetero odeiam (normal, é muito bláblá mesmo. Mas eles têm Californication, meia hora de pura sacacanagem) e os gays amam (pelas roupas e, for sure, pelo blábláblá).
Acho até que poderíamos fazer uma classificação entre as mulheres. Além das categorias loiras falsas (oi!) e loiras naturais, morenas felizes e morenas que queriam ser loiras, com TPM às vezes e com TPM o tempo inteiro, sabem trocar lâmpada e não sabem, matam barata e correm de medo dela, vão à academia pra malhar (oi de novo!) e vão à academia dar em cima do admirar o instrutor, poderia surgir uma categoria (que diz muita coisa sobre nós mesmas) gostam de Sex And The City e não suportam a série.
Explico.
Mas antes uma fotinha pro texto não ficar massante. Pois é, poder da síntese não faz parte dos meus superpoderes.
Quem curte (como eu e boa parte das minhas amigas, por isso falo com propriedade) tá sempre se perguntando será-que-é-isso-mesmo?, será-que-é-esse mesmo? Ou afirmando pra si mesma você-merece-um-cara-inteligente-não-esse-gordo-que-se-acha, compra-sim-aquela-bolsa-megacara-você-trabalha-pra-quê?... Enfim, as fãs da série nunca estão 100% satisfeitas por mais apaixonadas (e retribuídas), magras, com cabelo, roupa e sapato perfeitos e bem-sucedidas que estejam. A sensação de plenitude é meio ilusória, dura dois dias no máximo para nós, as fãs de Sex And The City. É como se, mesmo depois de 28 brigadeiros, a gente ainda precise de uma trufa. Porque a trufa não tem nada a ver com o briga, mesmo sendo de chocolate. Surreal demais? Bom, pra mim faz sentido...
Agora, quem não gosta. (Conheço poucas, mas sei desenvolver o achismo como ninguém...) Elas não ficam procurando pelo em ovo (como diria minha mãe) e andam em linha reta. Provavelmente nunca se perdem e sabem exatamente o que querem e merecem. Ouvem Beyoncé, a rainha das letras com autoestima exagerada. Elas sonham menos e sabem que essa história de príncipe encantado só existe na Disney. Quando levam um toco, não sofrem desproporcionalmente porque não criaram uma fantasia louca dentro da cabeça delas. Pé no chão, sabe? Que bom, porque eu não sei.
Não sei o que é melhor ser. Talvez eu quisesse fazer parte da categoria não-gosto-da-série, mas eu sou muito Carrie pra isso.
Outra fotinha antes do P.S.
P.S.: a melhor parte da série, pra mim, é que as personagens meio que são um pouco de cada uma de nós. Tipo:
Charlotte: ela sonha em casar, ter filhos, sossegar. Casar e ter filhos não fecham com os meus sonhos, mas se sentir protegida talvez... Será contratar um segurança?! :S
Miranda: ela se joga no trabalho pra esquecer o coração. Atire o primeiro CD da Mariah Carey do Coldplay quem nunca fez isso.
Carrie: a rainha de desenvolver teorias, ficar na dúvida e afogar a mágoa em sapatos. No meu caso, bolsas, anéis e esmaltes.
Samantha: rá! No fundo, é a mulher-ficção que todas nós queríamos ser. Pelo menos em algum momento da vida!


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Só tome cuidado com o excesso de sinceridade ;)