terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Um livro que me pegou


Eu comprei Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, do Jonathan Safran Foer (editora Rocco) faz uns três anos e ele foi pra gaveta-de-livros-que-merecem-ser-lidos depois da ótima crítica. Mesmo que não tivesse uma crítica boa, só pelo nome eu já leria. Meu deixou curiosa. E curiosidade em jornalista, sabe cumé... Só que outros livros foram entrando na frente dele, até que no finzinho do ano passado eu o tirei da gaveta. Grande erro. Ele nem merecia ir pra gaveta.
A história é ótima, fala de Oskar, um menino de nove anos que perde o pai no atentado às torres gêmeas. O pai deixa uma chave em um vaso num envelope escrito Black e, tchãrãm, Oskar sai por toda Nova Iorque tentando descobrir o que a chave abre.
Lendo assim, tão mastigado, parece mais uma dessas histórias que mostram como os EUA sofreram depois do atentado, tão ingênuos, né?
Pode até ser, mas a história prende. Há cartas (lindamente) escritas durante o bombardeio de Dresden na Alemanha, durante a Segunda Guerra, do avô e da avó de Oskar. Sem contar que Oskar é um dos personagens mais cativantes da literatura recente (e que eu conheço, não conheço tudo infelizmente). É daqueles garotinhos que todo mundo zoa no colégio por ser tão inteligente. O pai era o melhor amigo, com quem ele ficava caçando erros no New York Times... Se você não tem alma nerd, pode ser que não curta. Mas se tem, se joga.
E logo, porque a Warner já comprou os direitos, a Paramount já fez o roteiro e, por mais que eles mandem bem, as imagens que esse livro montou na minha imaginação são especiais demais.
Uma notícia me deixou com (mais?) expectativa pro filme: Tom Hanks e Sandra Bullock já assinaram o contrato. Pra mim, eles só podem ser a mãe e o pai de Oskar. O problema é criar muita expectativa, né?

P.s.: Como todo livro bom, esse tem algumas frases que me deixaram pensando mais do que deveria, tipo:

“Passamos a vida ganhando a vida”

“O que você acha que está acontecendo?”. “Sinto demais. É isso que está acontecendo”

“Timidez é quando você desvia o rosto de algo que quer. Vergonha é quando você desvia o rosto de algo que não quer”

“É a tragédia de amar: nada pode ser amado com mais intensidade do que aquilo que nos faz falta”

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Só tome cuidado com o excesso de sinceridade ;)