A capa da Vida Simples deste mês me pegou, eu quase ouvi a chamada principal (O passado é uma prisão) me dizer: me compra logo. Pois é...
Devorei a revista em duas horas, numa viagem chuvosa. Melhor companhia? Impossível.
Ao que interessa então: com o título de A danada da nostalgia, a matéria de capa era exatamente o que eu precisava ler. Descobrir que nostalgia era tratada antigamente como doença por causar náusea, perda de apetite e outros sintomas foi engraçado, se não fosse trágico, só pra não perder o clichê das frases feitas. (Credo, tomara que eu não esteja soando tão sofrida como soou pra mim mesma). Mas a cereja do bolo dessa matéria foi uma frase simples: “nostálgicos são geralmente pessoas de sentidos mais apurados”.
That’s me. Eu viajo e perco a hora de voltar num simples cheiro de feijão bem temperado com alho e louro, deixo tudo de lado pra voltar num momento que uma tal música me remete, enfim... Juro até que acho que o meu sexto sentido anda falante demais. Bruce Willis faria um filme novo comigo. Ãham.
Foi aí que fiquei com uma pitada de inveja das pessoas que seguem seeempre em frente e não olham pra trás. Ou será que essas pessoas só não floreiam demais o que já passou? De qualquer jeito, invejinha.
Porque eu faço do meu passado um vestido de estampa liberty, um pouco pela minha ótima memória, um pouco pela overdose de comédias românticas e a maior parte por apagar rápido a parte ruim das lembranças. O que só raramente é um dom.
Às vezes eu acho que as pessoas que mais se sentem felizes pensam pouco e se contentam com menos ainda. Queria ser desse jeito. Ou pelo menos ter a certeza do que eu quero. Se bem que acho que tenho. Será?
P.S.: o link da matéria é http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/101/grandes_temas/danada-nostalgia-613173.shtml?pagina=0
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Só tome cuidado com o excesso de sinceridade ;)