As palavras que mais fazem pensar são aquelas que não são
ditas. Essas são as que mais tiram o chão, o sono e a cabeça do lugar. Elas são
eloquentes e podem doer, só depende da ocasião que são usadas, quer dizer, que
não são usadas.
As palavras que magoam, você supera. As palavras que
elogiam, você acaba deixando de lado ou esquecendo (não sei o porquê, mas isso
acontece). Eventualmente tudo passa. Menos a sensação do que não foi dito. Você
pode se lembrar menos das não-palavras com o passar dos dias, mas vai se
lembrar da falta que elas fizeram toda vez que o assunto voltar à sua memória.
Ainda quando as palavras não ditas são aquelas carinhosas,
trocadas no silêncio de um olhar, tudo bem. Acredito muito no poder das
declarações ditas no silêncio de um olhar. Tudo começa com um olhar mais
demorado. E tudo começa a desmoronar na falta de coragem de olhar. Essa é a verdade.
Agora, as palavras não explicadas, aquelas que fazem você
imaginar o quanto errou sem ter errado, essas machucam feito uma faca no peito.
Agir indiferente com quem tem sentimentos e boa vontade com você é o maior
pecado. A crueldade de que se é capaz, deixar pra trás os corações partidos,
como já cantou Herbert Vianna. Não vou entrar na questão pequeno-principiana de
que se é responsável por quem cativa porque não acredito nela. Mas acredito no
respeito. E como acredito.
Corajosos perguntam, morrendo de medo da verdade. Covardes
fogem das resposta porque sabem o quanto estão errados. As palavras não ditas,
no fundo, são isso mesmo: o silêncio de quem age com covardia. O motivo de eu
(você e tanta gente) se mortificar questionando quais seriam essas palavras é injusto,
mas acontece com quem tem coração. O coração costuma sangrar na dúvida. Mesmo
assim ainda prefiro um coração sangrando a um fake plastic heart.
Sometimes everybody cries =\
P.S.: se inventam vacina pra gripe, por que não algo pra
imunizar o coração por sentimentos desperdiçados com idiotas?

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Só tome cuidado com o excesso de sinceridade ;)