domingo, 15 de julho de 2012

Um post meio perdido e meio feliz


Uma dúvida: por que tristeza é blue? Acho azul mais lindo que amarelo

Eu queria ser uma dessas pessoas que são felizes com coisas óbvias e fáceis, sabe? Dessas que, se estão tristes, vão ao shopping, assassinam o cartão e saem leves e felizes. Acho o máximo gente que consegue comprar a alegria em suaves (ou nem tão suaves) prestações. Eu sou daquelas que sai do shopping com uma peça da qual não precisava pensando, “por que eu fiz isso, eu não precisava!”, com aquela cara de perseguida pela polícia ou de criança que se lambuzou com a sobremesa antes do almoço, culpada, culpada, culpada. Porque eu acho que todo dinheiro que sobra tem um destino certo: viajar. Viajar pra lavar a alma e conhecer gente e lugares que fazem você ser um pouco mais você. Eu sou uma mistura de experiências e sensações, sou a soma de um céu azul diferente, de um pé na bunda quase inesquecível, de um sorriso que veio de um desconhecido e de um doce escandaloso de gostoso. Definitivamente eu não sou as peças do meu guarda-roupa, elas só vestem minha alma perdida, que insiste em achar que a felicidade está sempre ao nosso lado, mas às vezes escorrega e se perde nos outros que passam pela nossa vida.

Queria ser constante e quase indiferente, como essas pessoas que parecem nunca sair da linha reta que é a vida delas. Estudar, arrumar um emprego, casar, ter filhos, trocar de carro e viajar com o décimo terceiro. Minha vida às vezes para e às vezes dá um looping meio louco. Eu não sei o meu final e, ao mesmo tempo em que acho isso máximo, tenho pavor de não saber. Um spoiler, por favor. Não, eu não coloco tudo nas mãos do destino. Mas algumas coisas são destino puro. Felizmente ou infelizmente eu ainda descubro.

Adoraria ser gulosa e compensar minhas frustrações na comida. Dia desse li uma frase, que era algo do tipo “If you’re eating a lot, what is eating you?”, eu sou assim. Não que eu não ame comer, mas não como por compensação. No fim das contas, não compensa ficar com excesso de celulite só por um problema que logo passa. Aliás, a maioria dos problemas sempre passa logo. Esses probleminhas banais hoje em dia me fazem ficar indiferente porque pra tudo dá-se um jeito. Vai ver isso é amadurecer. O único problema que persiste é o vazio que fica em cada momento mais feliz, em cada tristeza mais desesperadora, em cada situação mais à toa... Não, não é fome. É falta de ter alguém pra dividir tudo. Camaradagem além da amizade, além da relação mãe-filha, pai-filha. Alguém pra beijar rindo e rir junto beijando. Isso faz muita falta, mas não e faz perder as esperanças, nem me deixa mais triste ou incompleta. A felicidade eu guardo no bolso, mas às vezes esqueço de tirar do bolso de uma calça pra colocar na outra. Quando eu a encontro, é como achar uma nota de dez reais (ou dois ou cinqüenta, whatever...).

P.S.: vou lá comer um brigadeiro porque hoje é domingo e domingo compensa tudo.

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